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Mundo

Na China em busca de apoio ao seu país, Maduro presta homenagem a Mao

media Nicolas Maduro visita o mausoléu de Mao em Pequim; Maduro vai à China em busca de ajuda para Venezuela. FRANCISCO BATISTA / Venezuelan Presidency / AFP

Em Pequim, o presidente venezuelano Nicolás Maduro prestou uma eloquente homenagem, nesta sexta-feira (14), ao "gigante" Mao Tsé-Tung, reverenciando o corpo mumificado do fundador da China comunista.

Maduro, que foi buscar ajuda para seu país mergulhado em uma profunda crise, iniciou sua estada na China com a visita ao mausoléu de Mao, um colossal edifício no centro da praça Tiananmen, diante do qual se inclinou três vezes.

"Eu me senti muito comovido, porque realmente é recordar de um dos grandes fundadores do que já é o século XXI multipolar", um "gigante da pátria humana" e "um gigante das ideias revolucionárias", disse Maduro, em declarações divulgadas pela rede venezuelana VTV.

Poucos dirigentes estrangeiros visitaram o mausoléu de Mao, cujo poder de 1949 até sua morte em 1976 foi marcado por milhões de mortos, pela fome do "Grande Salto Adiante" e pela repressão e violência da "Revolução Cultural".
 
O ex-dirigente cubano Raúl Castro foi o último a passar pelo monumento, em 2005.

Maduro também elogiou o atual presidente chinês, Xi Jinping, e saudou seu slogan de "destino comum da humanidade".

Segundo o líder venezuelano, que denuncia frequentemente o "imperialismo dos Estados Unidos", a China desenha para o planeta um destino "sem império hegemônico que chantageie, que domine, que agrida os povos do mundo".
 
"A China é nossa irmã mais velha", ilustrou Maduro.
   
Êxodo

O presidente venezuelano manifestou o desejo de que sua viagem, "muito oportuna e necessária", seja de "grande ajuda" para estimular os investimentos energéticos chineses, o comércio e as "relações financeiras felizes" entre os dois países.

O gigante asiático tem fortes investimentos em petróleo e é o principal credor da Venezuela. Caracas já recebeu empréstimos chineses de 50 bilhões na última década.

A Venezuela deve ainda cerca de 20 bilhões de dólares, cujas condições de pagamento, flexibilizadas em 2016, podem estar sobre a mesa nesta viagem.

Maduro poderá voltar com um novo crédito de 5 bilhões de dólares e a ampliação por seis meses do período de carência para o serviço da dívida, segundo informação extraoficial citada pela consultoria venezuelana Ecoanalítica.

Diante da grave crise no país, com severa escassez de alimentos e de remédios, além de uma hiperinflação que pode passar de 1.000.000% de acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), Maduro iniciou um polêmico plano de reformas econômicas no mês passado.

Entre as diversas medidas, destacam-se um aumento salarial de 3.400%, uma desvalorização de 96% do bolívar e aumento de impostos.

O presidente venezuelano fica até domingo na China.

(Com informações da AFP)

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