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Mundo

Dezenas de crianças são mortas em ataque a ônibus no Iêmen

media Garota refugiada na cidade de Sanaa, onde aconteceu o ataque, no Iêmen,em 18 de julho de 2018. (foto ilustrativa) REUTERS/Khaled Abdullah

Dezenas de crianças morreram, e várias ficaram feridas, nesta quinta-feira (9), em um ataque contra um ônibus que transportava menores no norte do Iêmen, segundo informações do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICR).

Um hospital que conta com o apoio do CICR "recebeu os corpos de 29 menores com menos de 15 anos e 48 feridos, entre eles 30 crianças", informou a organização no Twitter. "Depois de um ataque esta manhã contra um ônibus que transportava crianças em um mercado de Dahyan no norte de Saada, um hospital apoiado pelo CICR recebeu dezenas de mortos e de feridos", tuitou a organização mais cedo nesta quinta-feira (9).

"Segundo o Direito humanitário internacional, civis devem ficar protegidos durante os conflitos", acrescentou. A representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no Iêmen, Meritxell Relano, disse estar "preocupada com as primeiras informações sobre crianças mortas em Saada".

"Nossas equipes estão verificando o número de pessoas mortas e de feridos. Crianças não devem ser tomadas como alvo", frisou Meritxell, em publicação no Twitter. "Será que o mundo tem realmente necessidade de ver mais crianças inocentes mortas para parar a guerra cruel no país?", reagiu, por sua vez, o diretor do Unicef para o Oriente Médio, Geert Cappelaere.

O canal Al-Masirah, dos rebeldes huthis, que controlam a zona onde se deu o ataque, afirmou que 39 pessoas morreram, e 51 ficaram feridas - "em sua maioria crianças". Segundo a emissora de televisão, foi um ataque aéreo da coalizão sob o comando da Arábia Saudita, que intervém no Iêmen em apoio às forças do governo local, reconhecido internacionalmente.

“Operação legítima”

Nesta quinta, a coalizão mencionou uma "operação militar legítima", em referência ao ataque no norte do país. "O ataque que se registrou hoje na província de Saada é uma operação militar legítima contra elementos que dispararam um míssil na direção da cidade (saudita) de Jizan, deixando um morto e feridos entre os civis" na quarta-feira, justificou a coalizão, que considera que "esta operação foi realizada respeitando o Direito humanitário internacional".

A frente liderada pelos sauditas alegou que a intenção é "tomar todas as medidas para enfrentar os atos criminosos das milícias terroristas dos huthis submetidos ao Irã" e acusou os rebeldes de alistar menores. Pertencentes à minoria zaidi xiita, os rebeldes huthis contam com o apoio do Irã, que nega, contudo, que forneça ajuda militar.

A guerra no Iêmen deixou mais de 10 mil mortos desde a intervenção da coalizão saudita em março de 2015 e deflagrou a "pior crise humanitária do mundo”, segundo a ONU.

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