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Mundo

Seis ex-membros da seita Aum são executados por enforcamento no Japão

media Seguidores da seita Aum diante de um retrato do guru Shoko Asahara em Tóquio, Japão, em 19 de julho de 1999. REUTERS/Eriko Sugita/File Photo

Seis ex-membros da seita japonesa Aum Verdade Suprema foram executados por enforcamento na manhã desta quinta-feira (26). O grupo participou do atentado com gás sarin no metrô de Tóquio em 1995.

A ministra da Justiça, Yoko Kamikawa, confirmou que os seis ex-integrantes da seita que estavam no corredor da morte foram executados na manhã desta quinta-feira. "Dei a ordem para o cumprimento da pena após uma reflexão extremamente cuidadosa", revelou.

No início do mês, Shoko Asahara, o guru fundador da Aum Verdade Suprema, e outros seis membros da seita também já haviam sido executados por enforcamento, considerados culpados pelo ataque no metrô de Tóquio.

Shoko Asahara - cujo verdadeiro nome era Chizuo Matsumoto - estava há anos no corredor da morte com outros doze participantes do atentado. O ataque matou 13 pessoas e deixou mais de 6.300 intoxicados.

O crime é considerado o mais monstruoso da história do país. Nos tribunais, a maratona para julgar e condenar os membros da Aum durou mais de 20 anos. Outros 190 membros da seita foram condenados a penas de prisão pelo atentado

Asahara sempre se negou a falar, enquanto os outros integrantes do grupo rejeitaram até o final do julgamento o caráter terrorista da seita.

Gás sarin

Na manhã de 20 de março de 1995, vários membros da Aum Verdade Suprema, seita criada por Asahara, espalharam o gás sarin pelos vagões do metrô de Tóquio. A substância foi colocada em bolsas plásticas que, após serem furadas, deixaram escapar o gás.

A seita também é responsável por um primeiro atentado com gás sarin, em 1994, contra pessoas que consideravam inimigas, na prefeitura da cidade de Nagano, deixando sete mortos.

A substância utilizada nos ataques foi fabricada em grandes quantidades em laboratórios, reproduzindo o produto mortal criado pelos cientistas do regime nazista na Alemanha no final dos anos 1930.

Mistério sobre a seita

Em dezembro de 1999, a seita Aum admitiu, pela primeira vez, sua responsabilidade nos ataques contra Tóquio e Matsumoto, e pediu desculpas. Mas até hoje, os motivos que levaram o grupo a perpetrar o ataque continuam sendo um mistério.

Os japoneses também nunca conseguiram compreender como esses jovens, vindos das melhores universidades do país, se deixaram seduzir por esta controversa organização e pelo guru Asahara, cujo principal sonho era de destruir o Estado japonês.

A seita continua a existir. Ela adotou o nome Aleph em 2000, quando expulsou Asahara oficialmente, mas analistas consideram que sua influência continua importante.

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