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Mundo

Paquistão: atentado suicida em comício eleitoral mata pelo menos 128

media Explosão suicida no sudoeste do Paquistão em comício eleitoral. AFP

O número de mortos do atentado suicida cometido nesta sexta-feira (13) durante um comício eleitoral em Mastung, no sudoeste do Paquistão, aumentou drasticamente para 128, informaram as autoridades. Um boletim anterior do mesmo atentado, reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI), registrava 85 vítimas fatais.

Arnaud Dubus, enviado especial da RFI

Foi o segundo atentado cometido nesta sexta (13), tendo como alvo um comício eleitoral no Paquistão, onde as eleições legislativas serão realizadas em 25 de julho, em um clima cada vez mais tenso. De acordo com Aslam Tareen, chefe da Defesa Civil da província do Baluchistão, um terrorista suicida carregava entre 8 kg a 10 kg de explosivos e bolas de metal.

O atentado ocorreu em Mastung, a cerca de 40 km da capital do Baluchistão, Quetta. A explosão se deu em um complexo onde acontecia um comício político, informou Saeed Jamali, funcionário do governo local.

De acordo com o ministro do Interior da província do Baluchistão, Agha Umar Bungalzai, o ataque visou uma reunião organizada pelo político Mir Siraj Raisani, que morreu no local. Ele era candidato ao cargo de deputado pelo partido Baluchistan Awami Party (BAP). Pelo menos 32 pessoas ficaram feridas.

Outro ataque

No começo do dia, uma bomba escondida em uma motocicleta explodiu perto de Bannu (noroeste), quando o comboio de outro candidato passou, matando quatro pessoas e ferindo outras quarenta, segundo a polícia. O político visado, Akram Khan Durrani, representante de uma coalizão de partidos religiosos, o MMA, sobreviveu ao ataque.

Um atentado suicida reivindicado pelo Tehreek-e-Taliban Pakistan (TTP, Movimento dos Talibãs Paquistaneses) também visou na terça-feira à noite um comício eleitoral do partido Awami National Party (ANP) em Peshawar (noroeste), matando 22 pessoas, incluindo um político local, Haroon Bilour, de acordo com um balanço revisado.

Cenário de atentados

Peshawar, porta de entrada para turbulentas regiões tribais do Paquistão, foi cenário nos últimos anos de vários atentados contra políticos, reuniões religiosas, forças de segurança e até escolas.

"As autoridades paquistanesas têm o dever de proteger os direitos de todos os paquistaneses durante este período eleitoral: sua segurança física e sua capacidade de expressar livremente suas opiniões políticas, independentemente a qual partido eles pertençam", reagiu Omar Waraich, vice-diretor para a Ásia do Sul para a Anistia Internacional.

O exército paquistanês indicou no início desta semana que planejava a implementação de mais de 370 mil homens para garantir a segurança no dia das eleições.

(com informações da AFP)

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