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Mundo

Japão investiga empresas que usaram estagiários para limpar Fukushima

media Empregado passa sob controle em Fukushima, em fevereiro de 2012, quase um ano após a tragédia. REUTERS/Issei Kato

Quatro empresas utilizaram estagiários nas tarefas de limpeza da região de Fukushima depois da catástrofe nuclear de 2011, informou nesta sexta-feira (13) o governo japonês.

O ministério da Justiça iniciou uma investigação de 182 construtoras depois da descoberta, em março, do caso de três vietnamitas que participaram nas tarefas de limpeza, explicou à AFP um porta-voz do governo, confirmando as informações da imprensa.

"Em teoria, eles tinha de trabalhar com máquinas de construção, mas tiveram de fazer tarefas de limpeza, como remover a terra com a mão", afirmou a fonte. As autoridades japonesas não informaram o número exato de trabalhadores estrangeiros que participaram nesse caso.

O ministério da Justiça recordou no início do ano que essas tarefas de limpeza nuclear não podiam ser realizadas por esses imigrantes vietnamitas, que se instalaram no Japão através de um programa promovido em 1993 para dar formação a imigrantes.

Exploração de estrangeiros

A relação desses trabalhos reforça as críticas sobre a exploração de mão de obra estrangeira. A polêmica acontece em um momento em que o governo japonês pretende incentivar a chegada de imigrantes para fazer frente ao envelhecimento de sua população.

Em 2017, havia no Japão 250.000 trabalhadores estrangeiros participando em programas de aprendizagem profissional.

Com o violento tsunami que devastou, em março de 2011, a central de Fukushima, situada no nordeste do Japão, ocorreu o acidente nuclear mais importante do mundo depois do ocorrido na central soviética de Chernobyl em 1996.

(com informações da AFP)

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