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Mundo

Morre membro da equipe de resgate de meninos presos em caverna na Tailândia

media Transporte do corpo de Saman Kunan, de 38 anos, ex-membro da Marinha tailandesa que morreu durante operação para salvar os 12 garotos e seu treinador presos em uma caverna. Chiang Rai, Tailândia 06/07/18 REUTERS/Stinger THAILAND

Um ex-membro da Marinha tailandesa morreu ao ficar sem oxigênio durante a missão de resgate dos 12 meninos e seu técnico de futebol presos em uma caverna inundada na Tailândia. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (6) pelo vice-governador da província de Chiang Rai, Passakorn Boonyaluck.

Ex-mergulhador da Marinha tailandesa, Saman Kunan, de 38 anos, trabalhava no fornecimento de reservas de oxigênio aos meninos e seu técnico de futebol, presos em uma caverna no norte do país desde o dia 23 de junho. De acordo com Boonyaluck, depois de ter entregue a ajuda ao grupo, ele perdeu a consciência no caminho de volta.

"Seu companheiro de mergulho tentou ajudá-lo e carregá-lo, sem sucesso", revelou o oficial da Marinha Apakorn Yookongkaew. "Apesar de termos perdido um homem, seguimos com fé em nossa missão", reiterou.

A morte do socorrista levanta dúvidas sobre a viabilidade do resgate dos meninos e o treinador. As equipes de emergência examinam as opções para retirar o grupo preso há quase duas semanas na caverna, em meio ao risco de aumento do nível da água com a previsão de retorno das chuvas.

Cinco horas de percurso

Os socorristas estão bombeando a água para fora da caverna para baixar seu nível e retirar o grupo sem que as crianças tenham que mergulhar ou que o façam no menor trecho possível. No momento, um mergulhador experiente leva cinco horas para fazer o percurso entre o grupo e a saída da caverna, e muitos trechos incluem passagens estreitas e sob a água.

"Nossa maior preocupação é a meteorologia. Estamos em uma corrida contra o tempo, e em uma corrida contra a água", declarou mais cedo Narongsak Osotthakorn, governador de Chiang Rai, que gerencia a célula de crise. "Calculamos o tempo que nos resta em horas e em dia, no caso de a chuva voltar a invadir a caverna", explicou Osotthakorn.

Os socorristas evitam se pronunciar a favor de uma evacuação dos meninos através do mergulho. "Seguimos considerando várias opções", declarou o general Chalongchai Caiyakam.

No momento, a equipe de socorro diz que prefere esperar a água baixar e manter o grupo na caverna até que possa ser retirado caminhando, ao menos pela maior parte do trajeto. O amplo sistema de bombeamento de água, realizado com a ajuda de engenheiros japoneses, já retirou da caverna um volume equivalente a mais de 50 piscinas olímpicas.

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