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Mundo

Príncipe William homenageia vítimas do Holocausto

media Príncipe William na chegada ao aeroporto de Ben Gourion, em Tel-Aviv. REUTERS/Amir Cohen

O príncipe William, segundo na linha de sucessão ao trono da Inglaterra, prestou homenagens, nessa terça-feira (26), às vítimas do Holocausto. Esta é a primeira visita oficial de um membro da família real britânica a Israel e aos Territórios Palestinos.

O roteiro do duque de Cambridge, de 36 anos, começou com momentos de reflexão e recolhimento. Ele confessou sua emoção ao percorrer o memorial dedicado ao extermínio de seis milhões de judeus, durante a Segunda Guerra Mundial. O local é passagem quase obrigatória para oficiais que visitam Israel.

Vestindo um terno escuro, William sentou-se por alguns instantes para conversar com dois sobreviventes do Holocausto. Usando um quipá, ele depositou uma coroa de flores e reacendeu a chama no vasto sepulcral da recordação, ao som de um coral de crianças. "Nunca devemos esquecer o Holocausto", escreveu o príncipe no livro de visitas, acrescentando que "todos nós temos a responsabilidade de lembrar e ensinar as futuras gerações sobre os horrores do passado, para que eles não se reproduzam nunca".

Uma viagem sem caráter político

Mais tarde, ao ser recebido pelo presidente israelense, Reuven Rivlin, William concluiria, dizendo sobre a viagem: “ me ensinou muito mais do que eu acreditava que sabia sobre os verdadeiros horrores sofridos pelos judeus”.

Na quarta-feira (27), William deve se reunir com o presidente palestino, Mahmud Abbas, na Cisjordânia ocupada, antes de se encontrar com jovens palestinos e refugiados. "Sei que você vai se encontrar com o presidente Abbas. E gostaria que você lhe enviasse uma mensagem de paz e lhe dissesse que é hora de encontrarmos juntos o caminho da confiança", disse o presidente Rivlin.

Apesar da persistência do conflito árabe-israelense, o Palácio de Kensington fez questão de informar que a viagem não tem caráter político, mas sim o objetivo de tocar as pessoas, sua juventude, sua cultura e suas forças inovadoras. William disse a Reuven Rivlin que deseja "absorver e compreender as diferentes questões, as diferentes culturas, as diferentes religiões", e talvez entender os meios de "promover a paz na região".

A conciliação no Oriente Médio, entretanto, nunca pareceu tão distante. Desde o final do século XIX, a região vive aos solavancos com a reivindicação de direitos sobre a área da Palestina por parte de judeus e árabes.

 
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