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Mundo

Nicarágua aceita investigadores internacionais para investigar mortes em protestos

media Os protestos na Nicarágua tiveram início depois do anúncio da reforma da aposentadoria REUTERS/Oswaldo Rivas

O governo da Nicarágua aceitou nesta sexta-feira (15) a presença de observadores internacionais dos direitos humanos para investigar as mortes ocorridas durante os protestos contra o presidente Daniel Ortega. O anúncio foi feito pelo cardeal Leopoldo Brenes, presidente da Conferência Episcopal da Nicarágua (CEN).

Segundo Brenes, mediador do diálogo entre e oposição, Ortega também se comprometeu a convidar o Alto Comissariado das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos e especialistas da União Europeia (UE) para ajudar na solução da crise. Ao menos 170 pessoas morreram desde o início dos protestos, em 18 de abril, segundo o Centro Nicaraguense dos Direitos Humanos (Cenidh).

As partes ainda destacaram "a importância da presença imediata da Secretaria Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) ” no diálogo. Governo e oposição ainda concordaram com a criação de uma Comissão de Verificação e Segurança, que será mediada pela Igreja e terá o acompanhamento de CIDH, ONU e EU.

Fim da violência

A Comissão trabalhará no desenvolvimento de "um ambiente de paz" e de um "plano para a remoção dos bloqueios" que os manifestantes opositores mantêm nas estradas. "A mesa de diálogo faz um apelo ao fim de todo tipo de violência e ameaça, não importa de onde venha", destaca o comunicado.

O acordo foi obtido depois de várias horas de negociações nesta sexta-feira (15), com a retomada do diálogo entre o governo e a aliança opositora, em meio à forte repressão dos protestos contra Ortega.

(Com informações da AFP)

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