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Mundo

Estados Unidos, Canadá e México vão sediar Copa do Mundo de 2026

media O trio composto por Estados Unidos, México e Canadá vão sediar a Copa de 2026 Reprodução

O Congresso da FIFA decidiu nesta quarta-feira (13) que o trio Estados Unidos, Canadá e México, o United 2026, irá sediar a Copa do Mundo de 2026, a primeira a ter 48 equipes na competição. O Marrocos não conseguiu convencer os 203 membros da federação, que se reuniram em Moscou para tomar a decisão.

Os Estados Unidos já sediaram a copa em 1994. O México, por sua vez, foi anfitrião por duas vezes: em 1970 e 1986. “Parabéns, trabalhamos muito para atingir esse resultado”, felicitou o chefe de Estado americano Donald Trump no Twitter. “Estamos muito emocionados. Em nome da candidatura americana, agradeço por essa incrível honra”, disse em lágrimas o presidente da federação americana Carlos Cordeiro.

Menosprezados para a Copa de 2022, os Estados Unidos não esconderam sua mágoa e qualificaram a escolha do Catar de injusta e irregular. A nação americana dificilmente aceitaria uma nova decepção e até se uniu aos vizinhos do norte, os canadenses, e aos do sul, os mexicanos, para obter a vitória contra o Marrocos. A aliança vai favorecer muito mais os americanos, que vão sediar 60 dos 80 jogos, deixando apenas vinte para o Canadá e para o México.

O United 2026 é uma poderosa máquina de ganhar investidores e pode ajudar a FIFA a faturar cerca de US$ 11 bilhões: um recorde. E sem nenhum risco, levando em conta que os 16 estádios necessários para a competição já estão construídos e disponíveis. O comitê de avaliação dos candidatos deu ao United 2026 nota 4 numa escala até 5.

É claro que haverá dificuldades como, por exemplo, o fato de participar de uma Copa do Mundo em três países diferentes. Sobretudo levando em conta que a organização em comum entre o Japão e a Coreia do Sul, em 2002, deixou uma lembrança apagada. Além disso, Donald Trump não passa uma imagem muito acolhedora, apesar do chefe de Estado já ter escrito ao presidente da FIFA se dizendo pronto para receber torcedores de todos os países.

Falta de infraestrutura

O Marrocos não conseguiu rivalizar com os gigantes da América do Norte, apesar de ter apresentando um bom projeto em tempo recorde. O país visou em primeiro lugar as facilidades, como as curtas distâncias entre as cidades, a proximidade com a Europa – de onde vem boa parte dos jogadores – e a garantia às televisões europeias da possibilidade de cobrir os jogos.

Mas a ausência de estádios – 14 ainda estavam no rascunho – e de investimentos importantes em termos de infraestrutura como rodovias, ferrovias, aeroportos e telecomunicação garantiram a nota de apenas 2,7 do comitê de avaliação da FIFA.

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