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Mundo

Marrocos enfrenta gigantes da América do Norte para sediar Copa de 2026

media Marrocos quer realizar sonho de sedir a Copa do Mundo em 2026 Justin TALLIS / AFP

Nesta quarta-feira (13) o Congresso da FIFA, em Moscou, deverá decidir quem vai organizar a Copa do Mundo de 2026, a primeira que contará com 48 países no lugar de 32. Dois candidatos se apresentaram: o Marrocos, que tenta pela quinta vez, e o United 2026, grupo composto pelos gigantes da América do Norte: os Estados Unidos, o Canadá e o México. Um combate que promete muitas reviravoltas que será decidido pelo voto dos 207 presidentes de federações.

Com informações de Alejandro Valente e Olivier Pron

Durante os quase cem anos de copas do mundo, a designação do país-sede raramente foi uma formalidade. Há mais de 80 anos, o presidente da FIFA, Jules Rimet, decidiu que o evento de 1938 deveria acontecer na França, sendo que ele havia sido prometido à Argentina. Como consequência, a Argentina boicotou o campeonato mundial e deixou de participar durante vinte anos.

Desde o ocorrido, diversas outras anedotas envolveram o processo de escolha do país-sede até a decisão controversa da FIFA de apontar, no mesmo dia, dois anfitriões: a Rússia em 2018 e o Qatar em 2022. Esse foi o estopim do “Fifagate” – a operação da justiça americana que revelou um esquema de corrupção e conseguiu derrubar o então presidente da federação Joseph Batter.

Sete anos e meio mais tarde, a “nova FIFA”, com Gianni Infantino na liderança, mudou consideravelmente as regras do jogo. A escolha do país-sede não será mais responsabilidade do comitê executivo, que deixou de existir, mas do Conselho – novo órgão que coloca a decisão por conta diretamente dos presidentes de todas as federações.

A Europa e a Ásia ficaram de fora das candidaturas, por terem acolhido o evento anteriormente, deixando o caminho livre para a América do Norte e a África.

United 2026, escolha segura

Menosprezados para a Copa de 2022, os Estados Unidos não esconderam sua mágoa e qualificaram a escolha do Qatar de injusta e irregular. A nação americana vai dificilmente aceitar uma nova decepção, ainda mais agora que se uniu aos vizinhos do Norte, os canadenses, e os do Sul, os mexicanos – uma aliança que vai favorecer muito mais os americanos, que vão abocanhar 60 dos 80 jogos, deixando apenas vinte para o Canadá e para o México.

O United 2026 é, portanto, uma poderosa máquina de ganhar investidores e pode ajudar a FIFA a faturar cerca de US$ 11 bilhões: um recorde. E sem nenhum risco, levando em conta que os 16 estádios necessários para a competição já estão construídos e disponíveis. O comitê de avaliação dos candidatos deu ao United 2026 uma nota de 4 numa escala até 5.

É claro que haverá dificuldades, caso o United 2026 vença essa partida como, por exemplo, a desventura de participar de uma Copa do Mundo em três países diferentes. Sobretudo levando em conta que a organização em comum entre o Japão e a Coreia do Sul, em 2002, deixou uma lembrança apagada. Além disso, Donald Trump não passa uma imagem muito acolhedora, apesar do chefe de Estado já ter escrito ao presidente da FIFA se dizendo pronto para receber torcedores de todos os países.

Marrocos: uma escolha humana

No lado oposto do megaprojeto norte-americano está o Marrocos, que conseguiu apresentar um bom projeto em tempo recorde. O país decidiu não rivalizar com o peso e o tamanho de seus concorrentes e visou em primeiro lugar as facilidades, como as curtas distâncias entre as cidades, a proximidade com a Europa – de onde vem boa parte dos jogadores – e a garantia às televisões europeias da possibilidade de cobrir os jogos. Além disso, o Marrocos, que conta com várias atrações turísticas, é mais barato que os países do United 2026.

É claro que os 14 estádios previstos ainda são apenas rascunhos e que investimentos importantes precisam ser feitos em termos de infraestrutura como rodovias, ferrovias, aeroportos e telecomunicação. Todos esses defeitos garantiram a nota de 2,7 do comitê de avaliação da FIFA. Mas o Marrocos acredita que, com o apoio da África e da Europa, além dos países árabes, a vitória será possível.

Os marroquinos estão nesse momento com um tuíte de Donald Trump entalado na garganta: trata-se de uma mensagem onde o chefe de Estado ameaça cortar a assistência a países que votarem contra os Estados Unidos. Essa pode ser uma das razões pelas quais certas nações africanas já desistiram do Marrocos, como a Libéria, a Namíbia, a África do Sul e o Zimbábue. A hostilidade da Árabia Saudita, que milita entre os países vizinhos em favor dos Estados Unidos, é outro inimigo do Marrocos.

O suspense terá fim nesta quarta-feira à tarde, após o voto eletrônico que deverá confirmar uma maioria para um ou outro país. A menos que as delegações prefiram uma última alternativa, proposta pela FIFA: deixar a decisão para os pênaltis e abrir um novo processo de seleção, no fim do segundo tempo, dessa vez aberto aos europeus e aos asiáticos.

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