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Mundo

China, Rússia e Irã avaliam respostas às políticas de Trump

media Vladimir Putin (esquerda), Xi Jinping (centro) e presidente da Mongólia, Khaltmaagiin Battulga, discutem durante a cúpula da Organização para a Cooperação de Xangai, em Qingdao, no leste da China. REUTERS

Os presidentes chinês, russo e iraniano se reúnem neste sábado (9) em Qingdao, no leste da China, para avaliar as tensões provocadas pela política isolacionista e agressiva adotada pelo americano Donald Trump.

No encontro, durante a cúpula anual da Organização para a Cooperação de Xangai (OCX), o líder iraniano, Hassan Rohani, quer avaliar se poderá contar com Xi Jinping e Vladimir Putin depois que os Estados Unidos restabelecerem sanções contra seu país.

A OCX reúne China, Rússia, Índia, Paquistão e quatro países da Ásia Central, as ex-repúblicas soviéticas Uzbequistão, Cazaquistão, Tajiquistão e Quirguistão. O Irã tem status de país observador no grupo. Mas, segundo analistas, diante da saída dos Estados Unidos do acordo nuclear iraniano, os membros da OCX podem conceder a filiação ao Irã para mostrar seu apoio e seu compromisso com o acordo nuclear.

O assunto não está na agenda oficial, mas Rohani deve ter a oportunidade de discutir a questão nuclear com seus colegas. Moscou e Pequim são signatários, juntamente com os Estados Unidos, a França, a Alemanha e o Reino Unido, do acordo de 2015 em que Teerã concordou em limitar suas atividades nucleares em troca de uma redução nas sanções internacionais. A decisão de Trump de retirar Washington do tratado abre as portas para novas sanções contra o país e empresas estrangeiras instaladas em solo iraniano. Teerã busca o apoio dos outros signatários – Europa, Rússia e especialmente a China, grande consumidor de petróleo iraniano – para manter sua economia em funcionamento.

"O Irã não pode esperar indefinidamente, temos sido um ator fiel em nossos compromissos e estamos diante de uma região extremamente volátil", disse Masoumeh Ebtekar, importante autoridade iraniana.

A cúpula da OCX acontece na sequência do encontro tenso do G7 (Estados Unidos, Japão, Canadá, França, Alemanha, Reino Unido e Itália) no Quebec – marcado pelas divergências com Trump – e a três dias da cúpula de Cingapura, na terça-feira (12), entre Trump e o líder norte-coreano Kim Jong Un.

O presidente chinês, Xi Jinping, se reuniu com Kim duas vezes nas últimas semanas na China. Segundo especialistas, Pequim não será marginalizada pelas negociações entre Washington e Pyongyang. Mas o gigante asiático permanece sob a ameaça de tarifas alfandegárias punitivas dos Estados Unidos, depois de Washington impor aos seus aliados impostos sobre o alumínio e o aço. Nesse contexto, a cooperação comercial e econômica será proeminente nas discussões da OCX. Para enfrentar a pressão protecionista americana, a criação de uma zona de livre comércio entre os membros do grupo de Xangai não está descartada.

Rota da Seda

A China deve aproveitar o encontro para impulsionar seu grande projeto de infraestrutura "Nova Rota da Seda", que passa pela Ásia, Europa e África. O traçado inicialmente previsto inclui o Irã. A luta contra o terrorismo e a pirataria informática, assim como os ciberataques, estarão na agenda de discussões.

Moscou e Pequim veem a Organização para a Cooperação de Xangai como um instrumento para combater a influência dos Estados Unidos e da OTAN. Lançada em 2001, principalmente para resolver questões de fronteira, a OCX não é mais discreta, disse Vladimir Putin esta semana na TV chinesa CGTN. "Percebemos que poderíamos fazer grandes coisas", afirmou o presidente russo.

A cidade portuária de Qingdao se transformou para receber os líderes. Conhecida por suas colinas de pinheiros e casas de estilo alemão, as ruas foram ocupadas pelas forças de segurança e veículos blindados envolvidos na segurança do encontro. As autoridades locais evacuaram lojistas, moradores e turistas de vários bairros.

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