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Mundo

Brasil e Argentina terão consulado comum e itinerante durante a Copa

media Brasil e Argentina terão consulado comum durante a Copa do Mundo REUTERS/Sergey Pivovarov

Experiência bilateral que divide estrutura e custos entre consulados será permanente em Cádiz, na Espanha, e em Vancouver, no Canadá, e tende a estender-se por outras regiões do mundo.

Durante o Campeonato Mundial de Futebol na Rússia, Brasil e Argentina vão atender a seus cidadãos de forma conjunta com um consulado compartilhado itinerante na cidade de São Petersburgo. A cidade foi escolhida pela sua importância turística que atrairá milhares de turistas durante o evento e porque será sede de jogos que envolvem as seleções dos dois países.

O consulado itinerante em que uma sede consular se desloca a outra cidade por um espaço curto no tempo, nesse caso de Moscou a São Petersburgo, vai funcionar de 12 de junho a 17 de julho no Novotel Saint Petersburg Centre. Será a primeira vez que ambos os países compartilham os seus atendimentos consulares num evento esportivo onde são aguardados 60 mil brasileiros e entre 30 e 35 mil argentinos, segundo os Ministérios das Relações Exteriores de cada país.

Os números se baseiam naqueles que adquiriram entradas para os jogos a partir de cada país, mas não os brasileiros e argentinos que vivem no exterior e que vão a partir de outros países. O Brasil também colocou à disposição dos visitantes argentinos o chamado "guia do torcedor", com informações úteis básicas para quem vai à Copa do Mundo da Rússia.

"A atividade consular é custosa. Se nós pudermos nos associar a um país tão próximo de nós como a Argentina para oferecer uma melhor assistência consular em termos de qualidade e de cobertura geográfica, isso é benéfico para os brasileiros no exterior", explica à RFI o embaixador brasileiro na Argentina, Sergio Danese.

A experiência de uma ação compartilhada é resultado do Memorando de Entendimento sobre Cooperação Consular que os dois países assinaram durante a visita do presidente Mauricio Macri a Brasília em fevereiro de 2017. Embora o projeto já existisse há anos, nunca tinha sido implementado até agosto do ano passado, quando Brasil e Argentina tiveram um consulado efêmero em Monterrey, inaugurando a experiência que se repetiu em Cancun em março passado. "É uma resposta diferente em termos de dinamismo nas Relações Internacionais e de recursos do Estado", coincide o chanceler argentino, Jorge Faurie, ao fazer o anúncio em Buenos Aires.

Cádiz e Vancouver, próximos postos

Durante o segundo semestre, Brasil e Argentina vão avançar na primeira fase de consulados conjuntos, dessa vez permanentes. A experiência piloto vai começar por Cádiz, no Sul da Espanha, onde a Argentina tem um consulado, mas o Brasil não. Por outro lado, em Vancouver, na costa oeste do Canadá, o Brasil tem um consulado, mas a Argentina não. Os dois países vão se juntar para compartilhar um mesmo espaço físico, mas atendendo a seus cidadãos separadamente com funcionários próprios.

"O Brasil vai usar as instalações do consulado argentino em Cádiz enquanto a Argentina vai usar as instalações do consulado brasileiro em Vancouver. Será uma experiência piloto. A partir daí, dinamizaremos em outras áreas que pode ser não só nos consulados, mas também com Embaixadas, trabalhando assuntos comerciais com objetivos compartilhados", ilustra o chanceler argentino.

"As instalações do consulado argentino no consulado geral do Brasil em Vancouver já estão avançadas. O espaço já está lá previsto para isso. Nós tínhamos a necessidade de tornar mais permanente a nossa presença no Sul da Espanha. Com o consulado argentino em Cádiz, vamos assegurar essa presença", afirma o embaixador brasileiro. "Temos muita confiança de que isso vai dar certo. Vamos estender para alguns outros pontos onde ou os argentinos têm consulados e nós não e vice-versa, sempre na base de uma reciprocidade”.

Duas possibilidades são os consulados argentinos em Hamburgo, na Alemanha, e em Punta Arenas, no Chile. Em ambas as regiões, há presença de brasileiros turistas ou residentes, mas não de consulados. Já a presença brasileira na África com 36 Embaixadas é do interesse da diplomacia argentina.

"O cidadão brasileiro terá um consulado naquela cidade onde, de outra maneira, nós não teríamos condições orçamentária de ter um, como no Sul da Espanha, por exemplo. Assim, aquele cidadão que antes ia ter de se deslocar a algum consulado brasileiro em Barcelona ou em Madri ou esperar um consulado itinerante chegar até ele, agora poderá ir ao consulado argentino em Cádiz que será um consulado também brasileiro, com funcionários brasileiros para o atendimento. Isso é um benefício para o cidadão", conclui Sergio Danese.

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