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Assistente social brasileira ajuda crianças clandestinas em Israel

Assistente social brasileira ajuda crianças clandestinas em Israel
 
Mariana Antoniuk, brasileira que trabalha na ONG Unitaf, em Israel Daniela Kresch

A assistente social Mariana Antoniuk mudou de país para ajudar refugiados. A paulistana de 27 anos decidiu morar em Israel em 2015 para trabalhar com entidades que prestam assistência a milhares de imigrantes clandestinos que vivem no país, a maioria deles em busca de status de refugiado.

Daniela Kresch, correspondente da RFI Brasil em Tel Aviv

Atualmente Mariana Antoniuk é diretora do departamento pré-escolar da ONG Unitaf, que opera três creches, nove berçários e 13 jardins de infância para crianças que não desfrutam de situação legal no país. Ao todo, a Unitaf oferece assistência a 900 crianças filhas de pais provenientes de diversos países como Filipinas, Tailândia e Índia.

Mas a grande maioria vem da Eritreia e do Sudão do Sul. Para chegar em Israel, eles passaram por muitas dificuldades. “Eles têm uma história muito particular”, conta Mariana. 

Mariana lida diretamente com 60 famílias que vivem em Tel Aviv. Ela conta que há muita pressão psicológica e emocional no trabalho com os refugiados devido à história de vida deles.

A maioria dos africanos passou por dificuldades, fome ou é sobrevivente de tráfico humano. Eles chegaram a Israel a pé depois de passar pelo deserto do Sinai, no Egito, onde sofreram com gangues de “coiotes”, que pediam pagamento para ajudá-los a cruzar a fronteira. Muitas vezes, no entanto, essas gangues praticavam sequestro e tortura nos andarilhos em troca de resgate a ser pagos por parentes.

“Em muitos deles eu vejo as marcas, as cicatrizes no corpo. Alguns não têm unha, não têm dedo... Mas os que conseguem dividir comigo, contaram toda a trajetória, que viram pessoas que eles amavam morrendo, que eles foram torturados. Quem veio com filhos um pouco mais velhos viu os filhos sendo torturados também”, diz a assistente social. 

Mariana Antoniuk em uma creche da ONG Unitaf Daniela Kresch

Essa situação comove Mariana. Ela vem de uma família de sobreviventes do Holocausto que escapou da morte em campos de concentração nazistas. Seus bisavós eram romenos e sua avó nasceu dentro de um campo de concentração na Ucrânia. Depois do fim da Segunda Guerra Mundial, eles buscaram refúgio em outros países até chegar ao Brasil.

Para ela, é difícil entender porque Israel não acolhe imediatamente os africanos em busca de asilo político, principalmente os que alegam ser perseguidos por motivos religiosos.

“Para mim, quando eu escutei que Israel, que é o país dos judeus, estava tendo uma crise com refugiados que são cristãos, e muitos deles foram perseguidos por serem cristãos, pela religião e pelo que eles acreditam, fez sentido para mim vir para cá e tentar ajudá-los”, diz.

Israel nega perseguição

Em Israel, as autoridades afirmam que os imigrantes ilegais africanos não são perseguidos em seus países e buscam apenas trabalho. Não seriam refugiados e sim, trabalhadores ilegais.

A discussão interna já levou a uma série de legislações e tentativas de extradição dos cerca de 37 mil imigrantes que vivem hoje no país, a maioria em Tel Aviv. Atualmente, no entanto, não há uma política clara quanto a uma extradição forçada ou, por outro lado, a concessão de vistos de trabalho ou de cidadania.

“Para mim, é muito triste ver um pais que eu amo, Israel, não sabendo lidar com uma crise de refugiados no país deles. Essas pessoas vivem em um limbo porque não têm direitos. Eles têm um visto condicional, que permite que vivam aqui, mas sem direitos”, salienta a assistente social.


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