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Confrontos marcam abertura da embaixada americana em Jerusalém

Confrontos marcam abertura da embaixada americana em Jerusalém
 
Ao menos 28 palestinos morreram nesta segunda-feira em Gaza por tiros de soldados israelenses na fronteira, onde dezenas de milhares de pessoas protestam contra a transferência a Jerusalém da embaixada americana em Israel. REUTERS/Ibraheem Abu Mustafa

Os tumultos começaram poucas horas antes da abertura da embaixada americana em Jerusalém, nesta segunda-feira (14), deixando pelo menos um morto e 28 feridos na Faixa de Gaza. Milhares de palestinos se reuniram em diferentes pontos da fronteira com Israel, tentando se aproximar da barreira cercada por soldados israelenses fortemente armados.

Daniela Kresch, correspondente da RFI em Tel Aviv

Os palestinos chegaram em pequenos grupos e jogaram pedras nos militares, que reagiram com tiros. As forças israelenses já estavam preparadas para eventuais confrontos em Gaza e na Cisjordânia ocupada, em protesto à transferência da embaixada americana de Tel Aviv para Jerusalém.

Israel chegou a distribuir folhetos pedindo à população em Gaza que não participasse das manifestações convocadas pelo grupo Hamas. Os protestos também lembram os 70 anos do aniversário da criação de Israel, nesta terça-feira (15), e o êxodo palestino em 1948, chamado de “Nakba” (a tragédia, em árabe). Para os israelenses, Jerusalém é a capital do país desde essa data.

Mas, para a grande maioria da comunidade internacional, a capital de Israel é Tel Aviv, onde ficam todas as embaixadas, como a do Brasil e a da França. O motivo é que Jerusalém, segundo um plano aprovado pelas Nações Unidas de 1947, deveria ser uma cidade internacionalizada, ou seja: controlada pela ONU, por causa de sua importância para as três maiores religiões monoteístas: cristianismo, islamismo e judaísmo.

Mas esse plano nunca saiu do papel e um ano, depois da criação de Israel, um ano depois, Jerusalém passou a ser disputada por judeus e árabes. Hoje, a cidade é considerada como a capital por Israel, enquanto os palestinos a querem também como capital de um Estado palestino.

Confrontos já eram esperados

Milhares de soldados e policiais israelenses estão de prontidão e há o medo de que algum dos focos de embate possa sair do controle. Nas últimas semanas, milhares de palestinos tem protestado na fronteira com a Faixa de Gaza, que fica há uns 200km de Jerusalém, mas ainda assim cria uma tensão na cidade.

Eles protestam contra a criação de Israel e planejam, segundo o grupo islâmico Hamas, que controla Gaza, tentar invadir o território israelense cruzando a fronteira em massa. O auge desses protestos deve ser justamente nesta segunda e terça-feira.

Transferência da embaixada confirma posição dos EUA

A transferência da embaixada é sinal de que os americanos, apesar da ONU, reconhecem Jerusalém como capital de Israel, onde fica o Parlamento, a maioria dos ministérios e o escritório do primeiro-ministro. Esse reconhecimento foi feito pelo presidente Donald Trump em dezembro, o que irritou os palestinos.

A irritação aumentou ainda mais quando Trump anunciou que a transferência aconteceria agora, em maio. Todos esperavam que o processo levaria anos e não seria assim tão rápido. Para os palestinos, o presidente americano escolheu claramente um lado do conflito e os Estados Unidos não podem mais servir de mediadores do conflito entre Israel e palestinos.

Trump não veio à inauguração da nova embaixada, mas enviou sua filha, Ivanka, e o genro, Jared Kushner, que também é seu assessor. Neste domingo, os dois e outros membros da delegação americana, incluindo ministros e senadores, foram recebidos na chancelaria israelense para uma festa.

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu elogiou a decisão do presidente americano e também de outros dois países latinoamericanos, que vão transferir também suas embaixadas: Guatemala e Paraguai. O embaixador americano em Israel, David Friedman, decidiu ser criativo.

Ele resolveu realocar apenas o seu escritório para um dos dois consulados americanos em Jerusalém e simplesmente transformar esse prédio em embaixada.
Mas a ideia é construir um novo edifício nos próximos anos e transferir toda a equipe da embaixada para Jerusalém, que fica a uma hora de viagem de Tel Aviv. Por enquanto, o próprio embaixador vai continuar morando nos arredores de Tel Aviv e irá viajar todos os dias a Jerusalém.

 


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