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Mundo

Libertação de presos americanos era condição para Trump se reunir com Kim Jong-Un

media O presidente americano, Donald Trump, e a primeira-dama, Melania, receberam pessoalmente os ex-reféns na base militar de Andrews, perto de Washington, na madrugada desta quinta-feira (10). REUTERS/Jim Bourg

O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, aterrissou na madrugada desta quinta-feira (10) em Washington levando os três americanos que a Coreia do Norte mantinha presos. A libertação deles era, sem dúvida, uma condição prévia para o encontro entre o presidente americano, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong-Un.

Com informações da correspondente da RFI em Washington, Anne Corpet

O próprio Trump e a primeira-dama, Melania, receberam pessoalmente os três americanos. O avião trazendo os ex-reféns aterrissou na base aérea de Andrews, perto de Washington, pouco antes das 3h locais (4h em Brasília).

Dois dos libertados - o especialista agrícola Kim Hak-song e o ex-professor Tony Kim -, foram detidos em 2017. Já Kim Dong-chul, um pastor e empresário americano nascido na Coreia do Sul, havia sido sentenciado a dez anos de trabalhos forçados em 2016. Segundo o governo americano, Pyongyang lhes concedeu "anistia".

Vitória diplomática de Trump

O retorno dos três cidadãos aos Estados Unidos demonstra a vontade do líder norte-coreano de dialogar com o presidente americano. Para especialistas, a decisão elimina o último obstáculo para o histórico encontro entre os dois.

"Era absolutamente imperativo que a administração Trump garantisse a libertação dos três americanos muito antes de qualquer cúpula", afirma Jean Lee, analista do Wilson Center.

Além disso, a decisão também significa uma vitória diplomática de Trump. Ela vai permitir à Casa Branca afirmar que a estratégia do governo americano está trazendo resultados. A imagem do presidente confortando os ex-reféns em plena madrugada é um alívio para seus partidários, após o dilúvio de críticas devido ao abandono do acordo sobre o nuclear iraniano.

Entusiasmo na Coreia do Norte

Ao mesmo tempo, Rodong Sinmun, o jornal dos trabalhadores norte-coreanos, publica em sua primeira página nesta quinta-feira fotos em que Pompeo e Kim Jong-Un aparecem sorridentes, trocando um aperto de mãos. A impressão de convivialidade é ratificada pelo líder norte-coreano, que declarou que o encontro com Trump será "um excelente primeiro passo".

Kim Jong-Un reiterou que está apreciando os esforços do republicano "para resolver a crise através do diálogo", publica o jornal. Os vários destaques da futura reunião nas mídias estatais norte-coreanas são um claro sinal de que há progresso nos preparativos para o encontro.

Cingapura, 12 de junho

O presidente americano anunciou na tarde desta quinta-feira que a cúpula com Kim Jong-Un será realizada em 12 de junho em Cingapura. Trump já havia adiantado, nos últimos dias, que o evento não seria realizado na Zona Desmilitarizada (DMZ), que separa a Coreia do Norte da Coreia do Sul.

Definida a data e o local, agora será necessário abordar as discussões a fundo - o que promete ser delicado. O governo americano pede a desnuclearização completa da Coreia do Norte. Mas Pyongyang não deve se contentar de ter, em troca, apenas imagens na TV do encontro. O regime norte-coreano já declarou que deseja que "Washington coloque um fim à sua política hostil e garanta a segurança do regime", o que deixa espaço para diversas interpretações.

Entrevistado pela RFI, o jornalista francês Dorian Malovic, especialista em Coreias, acredita que Kim Jong-Un utiliza todas as suas cartas. Por este motivo, ele teria ido duas vezes à China "garantir seus interesses". "Se houver uma enganação no processo, a Coreia do Norte poderá dizer: 'fizemos tudo o que era necessário em prol da paz na região e Trump não cumpriu suas promessas", analisa Malovic.

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