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Mundo

Índia se comove com novo caso de adolescente estuprada e queimada viva

media A polícia prendeu um suspeito, que morava no mesmo bairro que a vítima. AFP

Uma adolescente indiana lutava por sua vida, nesta segunda-feira (7), depois de ter sido estuprada e queimada com querosene. Esse é o segundo crime do tipo em apenas uma semana na Índia, onde os casos de violência sexual batem recordes.

"A jovem sofreu queimaduras de primeiro grau em 70% do corpo", informou Shailendra Barnwal, comandante da Polícia no distrito de Pakur, no estado de Jharkhand, leste do país.

As forças de segurança prenderam um jovem de 19 anos que mora no mesmo bairro da vítima, que tem 17 anos. "Ele jogou querosene na adolescente e a queimou", relatou Barnwal.

O ataque aconteceu na sexta-feira (4), no mesmo dia e região em que outra adolescente de 16 anos foi estuprada e queimada viva. O principal suspeito deste primeiro caso, que escandalizou a opinião pública, e o chefe da aldeia onde aconteceu o crime, foram detidos. 

Fazer abdominais para pagar pena

A família desta primeira vítima apresentou uma denúncia ao conselho de anciãos da aldeia, que na sexta-feira ordenou que dois acusados fizessem uma centena de abdominais e pagassem uma multa de 50.000 rúpias (750 dólares). Furiosos com a sentença, os suspeitos espancaram os pais da menina e incendiaram sua casa com a jovem dentro da residência.

Os dois crimes foram registrados após uma série de agressões sexuais brutais contra mulheres na Índia, apesar do governo ter endurecido a legislação para esse tipo de delito. As autoridades indianas tornaram as punições mais severas após o caso de um estupro coletivo em Nova Délhi, em 2012, que chocou a comunidade internacional.

O governo instituiu a pena de morte para estupradores de menores de 12 anos após o estupro e assassinato de uma menina muçulmana de 8 anos em Kathua, no estado de Jammu e Caxemira (norte). O crime foi cometido por moradores hindus da localidade.

Em 2016, quase 40 mil estupros foram registrados na Índia. Mas esse número seria muito maior, de acordo com especialistas, já que o silêncio ainda impera no que diz respeito a este tipo de crime em uma sociedade que continua sendo muito patriarcal.

(Com informações da AFP)

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