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Mundo

Principal suspeito de estuprar e queimar adolescente é preso na Índia

media Pessoas participam de uma vigília à luz de velas enquanto protestam contra o estupro de uma menina de oito anos em Kathua, e uma adolescente em Unnao, em Bengaluru, em 13 de abril de 2018. REUTERS/Abhishek N. Chinnappa

A polícia indiana anunciou neste domingo (6) a prisão do principal suspeito do estupro e assassinato de uma adolescente queimada viva, o último caso de uma série de agressões sexuais brutais contra mulheres no país.

O chefe da aldeia onde o crime aconteceu também foi preso e a família da vítima de 16 anos está sob proteção especial da polícia.

O principal suspeito, Dhanu Bhuiyan, foi encontrado na casa de parentes, onde estava escondido desde o ataque contra a jovem em um distrito remoto do estado de Jharkhand (leste).

A jovem havia sido sequestrada em sua casa na quinta-feira passada enquanto sua família estava em um casamento. Ela foi estuprada em uma floresta, segundo a polícia local.

A família então apresentou uma denúncia ao conselho de anciãos da aldeia, que na sexta-feira ordenou que dois acusados fizessem uma centena de abdominais e pagassem uma multa de 50.000 rúpias (750 dólares).

Furiosos com a sentença, Dhanu Bhuiyan e outros suspeitos espancaram os pais da menina e incendiaram sua casa com a jovem dentro dela.

Os conselhos de anciãos geralmente resolvem disputas para evitar o sistema judicial lento e caro na Índia. Embora suas decisões não tenham força jurídica, sua influência nas comunidades rurais é considerável.

O inspetor de polícia Shambhu Thakur disse que 15 pessoas foram presas até agora.

O crime brutal acontece depois de uma série de casos de agressões sexuais na Índia, apesar do endurecimento das leis nesta matéria.

O governo instituiu a pena de morte para estupradores de crianças após o estupro e assassinato de uma menina de 8 anos em Kathua, no estado de Jammu e Caxemira (norte).

Em 2016, cerca de 40 mil estupros foram registrados na Índia, mas o número real seria muito maior que os registros.

(Com informações da AFP)

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