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Mundo

Em campanha, Erdogan promete transformar Turquia em “potência global”

media Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, realiza comício em Istambul, onde iniciou a carreira política. 06/05/2018 REUTERS/Osman Orsal

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, subiu ao palanque neste domingo (6) para prometer elevar a Turquia à “potência global”, em plena campanha para as eleições presidenciais e legislativas antecipadas. Por decisão de Erdogan para o próprio benefício, a votação ocorrerá no dia 24 de junho, e não em novembro de 2019, como estava previsto.

Erdogan escolheu a capital econômica do país, Istambul, para dar a largada aos seus comícios de campanha. A escolha não é à toa: a antiga capital do Império Otomano convém ao papel de protagonista no cenário internacional que o presidente almeja atribuir ao país. O presidente não perde a ocasião de vangloriar a nostalgia do período imperial.

Da luta contra o terrorismo à economia, passando pelas relações com a União Europeia, durante mais de uma hora de discurso o líder apresentou seu programa de governo. “Eu juro que a Turquia vai pegar o seu lugar na cena internacional, enquanto potência global”, afirmou, aplaudido por milhares de simpatizantes.

O pronunciamento, iniciado com referências aos sultões, ocorreu na cidade onde Erdogan lançou sua carreira política, ao ser eleito prefeito de Istambul em 1994. A função serviu de trampolim para as suas ambições nacionais.

As eleições antecipadas vão marcar a entrada em vigor de uma série de medidas que reforçaram o poder do chefe de Estado turco, adotadas em uma revisão constitucional, no ano passado. No plano econômico, Erdogan prometeu baixar a inflação, que atinge os dois dígitos, e as taxas de juros em vigor no país. Ele também garantiu que irá reduzir o déficit das contas públicas, que só aumentou nos últimos anos e contribui para elevar as incertezas sobre o futuro do país emergente.

Operações na Síria

O presidente declarou ainda que a Turquia vai lançar "novas operações militares" no modelo das ofensivas conduzidas no norte da Síria contra jihadistas e uma milícia curda. O governo turco conduz desde janeiro uma ofensiva no noroeste da Síria chamada "Ramo de Oliveira" contra a milícia curda das Unidades de Proteção do Povo (YPG), considerada por Ancara como uma organização terrorista, mas apoiada por Washington contra o grupo jihadista Estado Islâmico (EI).

Erdogan ameaçou várias vezes estender a operação Ramo de Oliveira para o leste, em direção à fronteira com o Iraque, correndo o risco de colidir com os Estados Unidos e a França, que implantaram forças militares na área de Minbej. A ofensiva turca contra as YPG na Síria prejudicou as relações entre Ancara e Washington, contribuindo em paralelo para fortalecer a cooperação entre a Turquia e a Rússia no processo sírio.

Ao mesmo tempo, essa operação militar alimentou o sentimento nacionalista na Turquia. "Nosso objetivo é aniquilar todas as organizações terroristas que estão nos atacando, enviá-las para a lata de lixo da história", disse o presidente.

Com informações da AFP

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