Ouvir Baixar Podcast
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 26/05 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 26/05 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 26/05 15h00 GMT
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 26/05 09h57 GMT
  • 09h33 - 09h57 GMT
    Programa 26/05 09h33 GMT
  • 09h30 - 09h33 GMT
    Jornal 26/05 09h30 GMT
  • 09h36 - 09h57 GMT
    Programa 25/05 09h36 GMT
  • 09h30 - 09h36 GMT
    Jornal 25/05 09h30 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
Mundo

Em visita ao Vaticano, vítimas de padre pedófilo denunciam descaso da Igreja Católica

media O papa Francisco recebeu os três chilenos no Vaticano REUTERS

As três vítimas do padre chileno pedófilo Fernando Karadima, convidadas pelo papa Francisco para uma visita ao Vaticano, expressaram nesta quarta-feira (2) reconhecimento e apreciação pelo gesto do pontífice. Karadima foi reconhecido culpado em 2011 por um tribunal do Vaticano de ter cometido atos pedófilos nos anos 1980 e 1990.

Durante uma conferência de imprensa, os três homens leram um comunicado. Juan Carlos Crus, James Hamilton e José Andrés Murillo afirmaram ter conhecido uma igreja diferente daquela que, no passado, havia agido como se eles fossem “inimigos”.

Eles também expressaram a esperança de que a Igreja Católica leve adiante o combate contra os abusos sexuais e de poder. “Por quase dez anos, temos sido tratados como inimigos porque lutamos contra o abuso sexual e o acobertamento desses atos por parte da Igreja”, afirmaram.

“Hoje, conhecemos uma face amigável da Igreja, completamente diferente daquela que vimos no passado. Papa Francisco nos pediu perdão formalmente e em nome da Igreja. Reconhecemos e apreciamos esse gesto, assim como a generosidade que nos tem sido dada nos últimos dias”.

Diálogo honesto

De acordo com os três homens, a conversa com o papa foi franca e abordou temas conflituosos como o abuso sexual e de poder e, sobretudo, a tentativa da Igreja de mascarar os atos dos bispos chilenos. “Atos que não chamamos de pecado, mas de crime e de corrupção, que não se limitam ao Chile, mas são epidêmicos”.

“O papa nos pediu nossa opinião sobre o assunto e nós expressamos a seriedade do abuso sexual e das tentativas de acobertar tais crimes. Falamos com o papa sobre o patológico e ilimitado exercício de poder, que é o pilar dos abusos sexuais”.

Os chilenos reiteraram que decidiram aceitar o convite em nome de todas as pessoas que sofreram abuso sexual e de poder por parte da Igreja Católica. “Todas essas vítimas nos acompanharam nessa visita”, disseram. “Esperamos que o papa transforme suas palavras amáveis de perdão em ações exemplares. Caso contrário, tudo isso terá sido em vão”.

Duro trabalho

A tarefa não será fácil, uma vez que o papa Francisco se vê, cada vez mais, confrontado a esse assunto considerado tabu durante anos pela Igreja. A visita dos três chilenos acompanha o anúncio do próximo processo na Austrália do cardinal australiano George Pell de acusações sexuais que ele nega.

Somente no Chile, país de onde vem os três homens, 80 membros do clérigo foram acusados de uma série de crimes sexuais nos últimos anos, segundo uma associação de vítimas. A visita do papa em janeiro reacendeu o debate quando ele decidiu sair em defesa de Juan Barros, bispo suspeito de ter omitido os atos pedófilos de Fernando Karadima.

Uma vez de volta ao Vaticano, entretanto, o papa Francisco pediu desculpas por suas palavras desastradas e enviou dois investigadores ao Chile, que retornaram com 2.300 páginas contendo 64 depoimentos.

Sobre o mesmo assunto
 
O tempo de conexão expirou.