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Mundo

Macron tenta convencer Putin a renegociar acordo nuclear iraniano

media O presidente russo, Vladimir Putin (direita), e o presidente francês, Emmanuel Macron, no Palácio de Versalhes, em 29 de maio de 2017. Etienne LAURENT / POOL / AFP

Os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da França, Emmanuel Macron, defenderam nesta segunda-feira (30) o acordo nuclear iraniano em vigor desde 2015, segundo informaram o Kremlin e o Eliseu. Os dois líderes, porém, têm divergências sobre o tema – o francês tentou convencer o russo a abrir negociações a respeito do acordo, diante do risco de os Estados Unidos abandonarem o tratado.

Depois de ser criticado por fazer concessões ao americano Donald Trump sobre a questão, Macron telefonou nesta manhã a Putin para informá-lo sobre o seu encontro com o presidente americano, ocorrido em Washington, na semana passada. A ligação ocorreu do avião presidencial, durante a viagem que o presidente da França faz à Austrália.

Conforme relato do Eliseu, Macron e Putin concordaram em “preservar os avanços do acordo de 2015” e o francês “demonstrou a vontade de que discussões possam ser abertas, com estreita participação da Rússia, dos demais membros do Conselho de Segurança da ONU e das potências europeias e regionais, sobre o controle da atividade nuclear iraniana depois de 2025, o programa balístico do Irã e a situação na Síria e no Iêmen”, informou o texto.

Decisão de Trump é uma incógnita  

O presidente americano deve anunciar até 12 de maio se, como prometeu, "rasgará" este texto assinado em julho de 2015 pelo Irã e seis grandes potências, após longas negociações. O conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Bolton, afirmou no domingo (29) que Trump ainda não havia tomado uma decisão e que estava considerando a proposta de seu colega francês de abrir negociações para um novo acordo ampliado.

Macron propôs a Trump preservar o acordo original, que se tornaria o primeiro dos "quatro pilares" de um texto futuro. Os outros "pilares" dizem respeito ao período pós-2025, quando certas cláusulas relativas às atividades nucleares vão expirar, mas também aos mísseis balísticos de Teerã e ao seu papel considerado "desestabilizador" na região. Após o encontro com Trump, o francês se mostrou pessimista sobre as chances de Washington se retirar do acordo em vigor, pelo qual Teerã renunciou a fabricar uma bomba atômica em troca do fim das sanções econômicas internacionais ao país.

Já a Rússia, aliada do Irã, declarou que não via "alternativa" ao texto e, nesta segunda-feira (30), pregou a sua "estrita aplicação", conforme o comunicado divulgado pelo Kremlin. O presidente iraniano, Hassan Rohani, ressaltou no domingo (29) que seu país não aceitaria "qualquer restrição além de seus compromissos atuais".

Com informações da AFP

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