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França

“Quando alguém é fraco, Putin se aproveita disso", diz Macron na TV

media O presidente francês, Emmanuel Macron, durante entrevista ao canal Fox News que foi ao ar em 22 de abril de 2018. Reprodução Youtube

O presidente francês Emmanuel Macron disse neste domingo (22) que o seu homólogo russo, Vladimir Putin, é um "homem muito forte", diante de quem "nunca deveríamos mostrar fraqueza", num contexto em que a tensão entre os governos ocidentais e Moscou alcança um nível inédito. 

"Acho que nunca deveríamos mostrar fraqueza diante do presidente Putin. Quando alguém é fraco, ele aproveita isso", disse Macron em uma entrevista concedida à TV Fox News e exibida neste domingo (22), na véspera de sua visita de Estado a Washington.

"Ele (Putin) é forte e inteligente, não é ingenuo", acrescentou o francês, considerando que seu homólogo russo está "obcecado com as interferências em nossas democracias".

"Ele quer uma Rússia grande. Seu povo está orgulhoso de sua política. É extremadamente duro com as minorias e com seus adversários, com uma ideia de democracia que não é a minha", apontou, afirmando contudo que mantém "uma comunicação permanente com ele". "Respeito ele, conheço ele, estou lúcido", concluiu Macron.

Níveis inéditos de tensão

O confronto entre os governos ocidentais com Moscou alcança níveis inéditos desde o fim da Guerra Fria. No mês passado, houve o envenenamento do ex-agente duplo russo Serguei Skripal na Grã-Bretanha. Recentemente, em 14 de abril, EUA, França e Reino Unido bombardearam a Síria, aliada da Rússia, em resposta a um suposto ataque químico em uma região rebelde.

Macron também falou, na entrevista, sobre o acordo nuclear com o Irã - do qual o presidente norte-americano ameaça se retirar. "Não tenho plano B para o acordo nuclear contra o Irã", admitiu. "Quero lutar contra os mísseis balísticos, quero conter sua influência regional", afirmou. Ele adiantou o que dirá a Trump: "Não abandone o acordo até que você tenha uma opção nuclear melhor, vamos completá-lo".

Daqui a três semanas, Trump deve tomar uma decisão sobre este acordo, com o qual tinha prometido "romper" durante sua campanha eleitoral, e que foi fruto de anos e anos de negociações internacionais, com o objetivo de impedir que o Irã desenvolvesse uma arma atômica.
 

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