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Mundo

Coreia do Norte anuncia fim dos testes nucleares

media Pedestre passa em frente à tela com o anúncio do líder da Coréia do Norte, Kim Jong Un, em Tóquio, no Japão, em 21 de abril de 2018 REUTERS/Toru Hanai

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, anunciou, neste sábado (21) a suspensão dos testes nucleares e de mísseis, assim como o fechamento das instalações de provas atômicas.

O anúncio foi feito menos de uma semana antes da cúpula planejada entre Kim Jong Un e seu homólogo do sul, Moon Jae-in, que prenuncia o encontro histórico que deve ocorrer entre Kim e Donald Trump, em princípio no início de junho.

"A partir de 21 de abril, a Coreia do Norte deterá seus testes nucleares e seus lançamentos de mísseis balísticos intercontinentais. Pyongyang fechará as instalações de testes nucleares no norte do país para demonstrar sua promessa de suspender os testes nucleares", declarou o líder norte-coreano.

"Como já comprovamos a efetividade das armas nucleares, não necessitamos realizar mais testes nucleares ou lançamentos de mísseis de médio ou longo alcance, ou de mísseis balísticos intercontinentais", declarou Kim em um evento do Partido, segundo a agência norte-coreana KCNA.

"As instalações nucleares do Norte completaram sua missão", acrescentou Kim na reunião do Comitê Central do Partido dos Trabalhadores da Coreia.

Reações

O presidente americano, Donald Trump, saudou o anúncio de Kim como "uma ótima notícia para a Coreia do Norte e para o mundo". "Grande progresso", tuitou.

A Coreia do Sul celebrou a decisão, qualificada de "avanço significativo" para a "'desnuclearização' da península coreana". "Isto criará um entorno muito positivo para o sucesso das iminentes cúpulas entre as Coreias e com os Estados Unidos".

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, saudou "uma iniciativa de futuro", mas destacou que "o ponto importante é saber se esta decisão levará ao abandono completo do desenvolvimento nuclear e de mísseis de maneira comprovável e irreversível".

Já o ministro japonês da Defesa, Itsunori Onodera, declarou que "não pode estar satisfeito" com uma declaração na qual Kim não menciona "o abandono dos mísseis balísticos de curto e médio alcance", que ameaçam o Japão.

Itsunori Onodera acrescentou que o Japão não modificará sua política de pressão sobre o regime norte-coreano até "o abandono definitivo das armas de destruição em massa, armas nucleares e mísseis".

"Desenvolvimento simultâneo"

O regime norte-coreano promoveu durante anos uma política de "desenvolvimento simultâneo" nos âmbitos militar e econômico, recordou Kim, afirmando que agora a Coreia do Norte é um Estado poderoso.

"O partido e toda a nação deverão se concentrar agora no desenvolvimento da economia socialista. Esta é a nova política estratégica do partido", declarou Kim ao Comitê Central.

Pyongyang obteve rápidos progressos tecnológicos em seus programas de armas nos últimos anos, provocando duras sanções por parte do Conselho de Segurança da ONU, dos Estados Unidos, da União Europeia, de Coreia do Sul e de outros países.

No ano passado, o regime norte-coreano realizou seu sexto teste nuclear, o mais potente até a data, e lançou mísseis capazes de atingir o território americano.

O anúncio deste sábado, que os Estados Unidos aguardavam há tempo, é um passo crucial no rápido degelo diplomático que experimenta a península coreana.

A cúpula entre Kim e o presidente sul-coreano, Moon Jae-in ocorrerá em alguns dias, na Zona Desmilitarizada que divide a península.

(Com informações da AFP)

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