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Brasileira gere comunicação de fábrica de drones em Shenzhen, Vale do Silício chinês

Por
Brasileira gere comunicação de fábrica de drones em Shenzhen, Vale do Silício chinês
 
Raissa Mendes recrutando universitários para a DJI no quartel-general da Empresa em Shenzhen Arquivo pessoal

Foi por acaso, trabalhando em um projeto de uma empresa estatal chinesa para Nicarágua e Costa Rica na área de logística que a mineira Raíssa Mendes resolveu atravessar o mundo e mudar de profissão.

Vivian Oswald, correspondente da RFI em Pequim

Antes mesmo de anunciar o seu plano de investimento, a companhia abria a carteira para construir estádios de futebol que seriam dados de presente aos dois países.

Era a mesma época em que o presidente Xi Jinping saía em um périplo por algumas nações latino-americanas para marcar posição na região, com muitos milhões de dólares para gastar em novos negócios.

Ela percebeu que a China conhecia muito pouco sobre o funcionamento da América Latina e vice-versa. Era uma vontade muito grande de explorar mercados tão distantes do Império do Meio, sem um foco objetivo em novos projetos, um mundo de oportunidades entre os dois lados.

Nessa época, ela ainda morava nos Estados Unidos, onde se formou em Relações Internacionais com especialização em América Latina. Foi assim que desembarcou em Xangai em 2015 para fazer um mestrado em administração e negócios.

"Em setembro de 2015, eu cheguei em Xangai com uma mala e com muitos sonhos para tentar uma coisa diferente, com muito medo e receio. E foi, ao sair do aeroporto de Pudong que eu já me deslumbrei com a cidade, pelo nível da infraestrutura, fui vendo altas pontas, pistas supergigantes de sete ou oito linhas, carros novos. Aqui não tem carro velho até porque a cultura de dirigir é recente. Todos esses pequenos sinais de estar entrando num mundo novo me chamou muita atenção e já sabia que queria ficar", relata a brasileira.

Foto de Shenzhen feita por drone. Divulgação/Raissa Mendes

Tecnologia

Rapidamente ficou claro que a mudança não seria apenas de país, Raíssa também queria trabalhar com a área de tecnologia.

A China é hoje um dos países que mais destaca com novos investimentos neste segmento da economia.

Ao ouvir um professor da faculdade falar de Shenzhen, decidiu que era para lá que ia. A cidade foi a primeira zona econômica especial da China, criada durante as reformas e o processo de abertura iniciado pelo então presidente Deng Xiaoping em 1978.

De uma vila de pescadores tornou-se um hub tecnológico internacional conhecido como o Vale do Silício chinês, uma cidade que passou de população de 30 mil habitantes na década de 1970 para os atuais 12 milhões.

Terra de oportunidades

Para jovens profissionais chineses, ou estrangeiros, como Raíssa, é uma terra de oportunidades. Em um mês já havia recebido vários convites de trabalho até chegar à DJI, empresa de Shenzhen e maior fabricantes de drones do mundo, que domina cerca de 90% do mercado.

"O meu foco era: eu quero entrar no mundo de tecnologia. A China, em 2015, quando eu cheguei, estava nesse momento já de crescimento de tecnologia e eu conhecida um pouco sobre a DJI, onde eu trabalho hoje, então, para mim, tudo coincidiu", conta.

"Além disso, como eu já tinha morado alguns anos nos Estados Unidos, que era muito frio, eu também tinha em mente que eu queria morar numa cidade um pouco mais quente. Shenzhen hoje é referência mundial em tecnologia. Muitas vezes é nomeado como o Vale do Silício de hardware", acrescenta.

Gerente de comunicação da DJI, Raíssa é responsável pela conexão entre a empresa chinesa e o consumidor da América Latina, onde o Basil é o seu principal mercado.

Movimenta as redes sociais e promove eventos para divulgar os drones de uso civil para um público variado. Tem que transitar entre os jovens que agora levam drones em viagens de lazer e querem compartilhar as imagens nas redes sociais e um grupo mais velho, o dos antigos amantes dos aviões de controle remoto que migraram para a Era dos drones.

Trabalhar com os chineses não é fácil. A hierarquia impede que novas ideias circulem de baixo para cima. Emitir opiniões, às vezes melhores do que as de quem está acima, significa que alguém pode “perder a face”.

Cultura empresarial diferente

Esse é um dos maiores temores entre os chineses: criar situações que exponha o outro, ou fazer com que passe vergonha. Mas Raíssa diz que aprendeu a lidar com mais essa questão cultural e buscar ganhar a confiança dos colegas e chefes.

"A verdade é que a DJI não tem tanto essa hierarquia que vemos por toda a China. Mesmo assim, evito as reuniões com muita gente, são menos eficientes. Prefiro reunir duas ou três pessoas.Há menos riscos de perda da face", explica.

A distância da família em Belo Horizonte e o idioma são as maiores dificuldades enfrentadas pela brasileira, que garante que ainda ficará um bom tempo na China. Shenzhen, segundo ela, é uma cidade cheia de vida, onde todo muito é estrangeiro, o que facilita a adaptação.   

"É uma cidade de pessoas jovens. Muitas vezes elas se formam e não têm oportunidade nas cidades de onde são. Elas encontram várias oportunidades em Shenzhen, que atrai essa força de trabalho nova. Isso faz com que cidade seja muito dinâmica", salienta.

"As pessoas que vêm de outras províncias, elas trazem um pouco da cultura delas. Aqui você consegue encontrar restaurante de toda a China, desde Sichuan conhecida pela comida apimentada, até das zonas do noroeste, onde tem população muçulmana", conclui.

 


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