Ouvir Baixar Podcast
  • 08h57 - 09h00 GMT
    Flash de notícias 11/12 08h57 GMT
  • 08h36 - 08h57 GMT
    Programa 11/12 08h36 GMT
  • 08h30 - 08h36 GMT
    Jornal 11/12 08h30 GMT
  • 14h27 - 14h30 GMT
    Flash de notícias 10/12 14h27 GMT
  • 14h06 - 14h27 GMT
    Programa 10/12 14h06 GMT
  • 14h00 - 14h06 GMT
    Jornal 10/12 14h00 GMT
  • 08h33 - 08h57 GMT
    Programa 09/12 08h33 GMT
  • 08h30 - 08h33 GMT
    Jornal 09/12 08h30 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
Mundo

OPAQ envia especialistas para investigar uso de armas químicas na Síria

media Bachar al-Jaafari, embaixador sírio na ONU, em reunião do Conselho de Segurança em 9 de abril. REUTERS/Brendan McDermid

Especialistas da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) estão a caminho da Síria e começarão a trabalhar no sábado (14). A investigação ocorre uma semana depois de um suposto ataque químico, atribuído à Damasco, em Guta Oriental, região rebelde reconquistada pelo regime sírio e seus aliados nesta quinta-feira (11).

Esta será a primeira vez que um grupo de especialistas da OPAQ viajará para fora de Damasco desde 2014. Na época, uma equipe da organização havia sofrido um ataque, que deixou uma pessoa ferida. A OPAQ também se reunirá na segunda-feira (16) para discutir o ataque em Duma, a principal cidade de Guta Oriental, que deixou pelo menos 40 mortos.

A confirmação veio depois que o embaixador da Síria na ONU, Bashar al-Jaafari, disse que dois grupos da OPAQ chegariam ao seu país na quinta (12) e sexta-feira (13).

"Vamos facilitar a chegada da equipe onde quer que ela queira em Duma, para verificar se houve ou não uso de armas químicas", disse disse Jaafari durante entrevista antes da reunião a portas fechadas do Conselho de Segurança, para discutir a ameaça de ação militar contra a Síria em retaliação pelo suposto ataque químico.

A reunião da ONU foi convocada a pedido da Bolívia, país que na terça-feira (10) apoiou a Rússia - principal aliada de Damasco - na votação do Conselho de Segurança sobre a situação na Síria. 

Projeto contra armas químicas

A Suécia apresentou quinta-feira (12) um projeto sobre o envio de uma missão da ONU à Síria para retirar armas químicas "de uma vez por todas" do país. 

Olof Skoog, embaixador da Suécia na ONU espera que o Conselho de Segurança tome uma decisão sobre a proposta de seu país "o mais breve possível". "O relógio está correndo", acrescentou, evocando implicitamente a ameaça da ação militar dos EUA na Síria.

O rascunho do texto sueco apoia a missão que a OPAQ deve realizar a partir do sábado na Duma. Ele pede que o secretário-geral da ONU, António Guterres, envie separadamente à Síria uma "missão de desarmamento de alto nível" com o objetivo de lidar "com todos os assuntos relacionados ao uso de armas químicas de uma vez por todas".

Sob um acordo alcançado em 2013 entre a Rússia e os Estados Unidos, a Síria deveria abandonar todos os seus estoques de armas químicas e assinar a Convenção sobre Armas Químicas, que proíbe seu uso em tempo de guerra. Mas algumas semanas atrás, a ONU havia indicado que não era capaz de certificar que a Síria não tinha mais armas químicas.

O esboço do texto sueco também pede a criação de um grupo de investigação para identificar os responsáveis ​pelos mais recentes ataques químicos na Síria. Na terça-feira (10), Moscou vetou um projeto de resolução dos EUA para estabelecer um mecanismo para investigar esses mesmos ataques.

Sobre o mesmo assunto
 
O tempo de conexão expirou.