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Mundo

Papa Francisco defende compromisso com imigrantes e pobres

media O documento do Papa Francisco, a exortação apostólica intitulada "Gaudete et exsultate", em foto tirada no Vaticano em 9 de abril de 2018 REUTERS/Alessandro Bianchi/

O papa Francisco lançou nesta segunda-feira (9) sua terceira exortação apóstolica, a "Gaudete et Exsultate" (Alegra-te e seja feliz), um manual de como ser um bom católico frente aos desafios do século XXI e também uma resposta aos detratores de seu pontificado. Ele defendeu seu compromisso com os imigrantes, os pobres e os que sofrem.

O papa, que prometeu uma "igreja pobre para os pobres" poucos dias depois de sua eleição em 13 de março de 2013, renovou seu compromisso com os esquecidos em sua nova exortação apostólica, na qual faz um apelo aos católicos para que sejam exemplos diante dos desafios do mundo contemporâneo.

O novo documento, lançado depois do "Evangelii Gaudium" (2013) e "Amoris Laetitia" (2016), se dirige às pessoas comuns e usa da tradicional linguagem simples e pedagógica.

"É nocivo e ideológico o erro dos que vivem suspeitando do compromisso social dos demais, considerando-o algo superficial, mundano, secularista, imanentista, comunista, populista", escreveu em "Gaudete et Exsultate".

"Ou o relativizam como se existissem outras coisas mais importantes ou como se apenas interessasse uma determinada ética ou uma razão que eles defendem", completa.

"Se escuta com frequência que, ante o relativismo e dos limites do mundo atual, a situação dos migrantes seria um assunto menor".

"Alguns católicos afirmam que é um tema secundário ao lado dos temas 'sérios' da bioética", lamentou, em uma clara resposta às críticas de seus detratores de que daria mais valor aos assuntos sociais que às questões éticas e morais.

"Que um político preocupado com seus êxitos diga algo assim é possível compreender; mas não um cristão, a quem só cabe a atitude de colocar-se no lugar deste irmão que arrisca sua vida para dar um futuro a seus filhos", explicou o pontífice depois de citar o Evangelho.

"Podemos reconhecer que é justamente isto que nos pede Jesus Cristo quando nos diz que recebemos ele mesmo quando ajudamos cada forasteiro?", pergunta. "Não é uma invenção de um papa ou um delírio passageiro", completa, com veemência.

"A defesa do inocente que não nasceu, por exemplo, deve ser clara, firme e apaixonada (...) Mas igualmente sagrada é a vida dos pobres que já nasceram, que enfrentam a miséria, o abandono, o adiamento, o tráfico de pessoas, a eutanásia acobertada dos enfermos e idosos privados de atenção, as novas formas de escravidão, e em todas as formas de descarte", escreveu ao defender novamente as bases de seu pontificado.

"Não podemos considerar um ideal de santidade que ignore a injustiça deste mundo, onde alguns festejam, gastam alegremente e reduzem sua vida às novidades de consumo, ao mesmo tempo que outros apenas observam de fora, enquanto sua vida passa e se acaba miseravelmente", destacou, em tom indignado.

(Com informações da RFI)

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