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Mundo

Possível ataque químico na Síria gera reunião de emergência na ONU

media Soldado sírio caminha no leste de Guta oriental, em imagem de fevereiro de 2018. REUTERS/Omar Sanadiki/File Photo²²

Por iniciativa da França, nove países solicitaram uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU nesta segunda-feira (9), para tratar do ataque que teria sido cometido pelo exército sírio com armas químicas na cidade de Duma, reduto rebelde na região de Guta Oriental. O suposto ataque, denunciado pelos países ocidentais e a Turquia, foi negado pela Rússia e o Irã, os grandes aliados do regime sírio no conflito.

"Negamos categoricamente essa informação", disse o general Yuri Yevtushenko, chefe do Centro Russo para a Reconciliação das Partes em Guerra na Síria, em declarações às agências russas. "Estamos prontos para, uma vez que Duma tenha sido liberada de combatentes, enviar imediatamente especialistas russos em radiação, defesa química e biológica para coletar dados que confirmarão que essas acusações são inventadas", acrescentou.

No sábado, a cidade de Duma voltou a ser bombardeada e 70 civis morreram em 24 horas. Destes, 11 sofriam de problemas respiratórios. Os Capacetes Brancos, socorristas nas zonas rebeldes e os primeiros a chegarem ao local do ataque, acusam o presidente Assad de ter usado "gás cloro tóxico".

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH) informou que houve dezenas de casos de sufocamento, alguns letais.

Irã evoca “complô” contra Assad

Para o Irã, as acusações são um novo "complô" contra o presidente sírio, Bashar al-Assad. "Tais alegações e acusações dos americanos e de certos países ocidentais são o sinal de um novo complô contra o governo e contra o povo sírios e um pretexto para uma ação militar, que, certamente, complicará ainda mais a situação no país e na região", aponta uma nota divulgada pelo Ministério iraniano das Relações Exteriores.

"Agora que o Exército sírio tem vantagem no terreno frente aos terroristas armados, o uso de armas químicas não seria racional de sua parte", acrescenta o texto, publicado na conta do Telegram do porta-voz da diplomacia iraniana, Bahram Ghasemi.

Para Trump, responsáveis “vão pagar caro”

O presidente americano, Donald Trump, acusou os russos e iranianos de serem cumplices no ataque e ameaçou que Damasco "pagará caro" por isso. "O presidente Putin, a Rússia e o Irã são responsáveis por apoiarem o animal Assad. Pagarão caro", tuitou Trump. “Muitos mortos, incluindo crianças e mulheres em um insensato ataque QUÍMICO na Síria. Área de atrocidade está bloqueada e cercada pelo Exército sírio, tornando-a completamente inacessível para o mundo externo", completou o presidente.

A Turquia também condenou, nos mais duros termos, o "ataque com armas químicas" contra a cidade de Duma. "Condenamos com vigor o ataque e suspeitamos, fortemente, de que tenha sido realizado pelo regime, cujos antecedentes em matéria de recurso às armas químicas são conhecidos da comunidade internacional", declarou o ministério turco das Relações Exteriores, em um comunicado.

O governo Bashar al-Assad foi acusado repetidas vezes de usar armas químicas. As Nações Unidas estão entre os que culpam as forças oficiais de Damasco pelo ataque mortal com gás sarin ocorrido em Khan Sheikhun, em abril de 2017.

ONU impotente para verificar a situação

O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, pediu o fim dos combates em Duma e reconheceu que a organização não está em condições de confirmar a utilização de armas químicas. Guterres "está profundamente preocupado com a intensa violência deflagrada em Duma nas últimas 36 horas, após um período de relativa calma".  

"Ainda que as Nações Unidas não estejam em condições de verificar essas informações, o secretário-geral ressalta que todo uso de armas químicas, se confirmado, é odioso e requer uma profunda investigação", acrescenta a nota da ONU.

A União Europeia (UE), por sua vez, declarou que há "indícios" de que o governo sírio tenha lançado a ofensiva, proibida pelas convenções internacionais, e pediu à Rússia e ao Irã que evitem outro ataque. O pedido de uma reunião de emergência do Conselho de Segurança foi endossado por Costa do Marfim, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Holanda, Kuwait, Peru, Polônia e Suécia.

Com informações AFP

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