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Mundo

Israel mata cinco palestinos na Faixa de Gaza

media Palestino ferido é socorrido na Faixa de Gaza REUTERS/Mohammed Salem

Cinco palestinos morreram nesta sexta-feira (30) atingidos por tiros de soldados israelenses na Faixa de Gaza.

Entres os identificados está Mohamed Najar, 25 anos, atingido no estômago ao leste de Jabaliyah, fronteira de Gaza, durante um protesto de milhares de pessoas, informou o ministério da Saúde do território palestino.

Horas antes, um primeiro palestino morreu ao ser atingido por disparos da artilharia israelense e outros 54 foram feridos, segundo um balanço provisório do Crescente Vermelho palestino.

Jornada da Terra

Na quinta-feira (29), Israel informou que seus soldados têm ordem de atirar caso os palestinos ameacem a fronteira durante protesto previsto para esta sexta-feira, considerado ponto de partida de um período de mobilizações e instabilidade.

A "Jornada da Terra" palestina, como a mobilização de sexta-feira é chamada, inicia um período de várias semanas de protestos que podem provocar incidentes violentos entre manifestantes palestinos e tropas israelenses.

Como sinal da retomada de tensões na região, tanques israelenses dispararam na quarta-feira (28) contra posições do movimento islamita Hamas na Faixa de Gaza, em represália a um incêndio provocado ao longo da barreira que cerca o enclave palestino.

Autorização de fogo

O exército israelense enviou reforços à fronteira como medida preventiva para sexta-feira, afirmando que está se preparando para todos os cenários, entre eles o de qualquer tentativa, organizada ou não, de forçar o muro que separa Israel da Faixa de Gaza, onde vivem dois milhões de palestinos fisicamente isolados do resto do mundo pelo bloqueio israelense e egípcio.

Uma centena de atiradores de elite foram recrutados, informou o chefe do Estado-Maior israelense Gadi Eisenkot no jornal Yediot Aharonot, segundo entrevista publicada nesta sexta-feira.

Caso os soldados da fronteira estejam em perigo, "têm a autorização de disparar. Não permitiremos que se infiltrem em massa em Israel, nem que danifiquem o muro", disse.

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