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Mundo

“Filho de uma cadela”: presidente da Autoridade Palestina se exalta contra embaixador dos EUA em Israel

media O presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, disse que o embaixador dos Estados Unidos em Tel Aviv é um colono e o filho de uma "cadela", durante uma reunião com líderes palestinos em Ramallah. Palestinian President Office (PPO)/Handout via REUTERS

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, classificou nesta segunda-feira (19) o embaixador dos Estados Unidos em Israel, David Friedman, de "filho de uma cadela". O fato suscitou reações imediatas Casa Branca, num contexto de tensões agudas entre a liderança palestina e a administração Trump.

"O embaixador dos Estados Unidos em Tel Aviv é um colono e o filho de uma cadela", afirmou Abbas, durante uma reunião com líderes palestinos em Ramallah. David Friedman assumiu a embaixada em maio de 2017, precedido pela polêmica devido à postura favorável à colonização implementada por Israel nos territórios palestinos. Ele é também um fervoroso defensor do reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel e do traslado da embaixada dos Estados Unidos para a cidade.

Em Washington, Jason Greenblatt, conselheiro da Casa Branca, reagiu aos "insultos" declarando que "chegou a hora de o presidente Abbas escolher entre a retórica do ódio e a realização de esforços para melhorar a qualidade de vida de seu povo e liderá-lo no caminho da paz e da prosperidade".

"Apesar de seus insultos altamente inadequados contra os membros do governo de Trump e a reiteração de sua agressão verbal a meu bom amigo e colega, o embaixador Friedman, estamos comprometidos com o povo palestino e com as mudanças que devem ser implementadas para a convivência", acrescentou. Friedman, um judeu praticante, sugeriu que as declarações de Abbas têm uma conotação antissemita. "Sua resposta foi se referir a mim como um filho de uma cadela. Isto é um discurso político ou antissemitismo? Vocês decidem".

Um dos piores momentos entre EUA e Palestina

As relações entre o governo de Abbas e a administração Trump atravessam um de seus piores momentos desde que, em 6 de dezembro passado, a Casa Branca anunciou o reconhecimento de Jerusalém, cidade coabitada por muçulmanos e cristãos ao longo dos séculos, como capital de Israel e a transferência da embaixada norte-americana para lá.

No mesmo discurso, Abbas acusou o movimento islâmico Hamas de estar diretamente envolvido no atentado a bomba da semana passada contra o primeiro-ministro da Autoridade Palestina, Rami Hamdallah, e anunciou futuras sanções contra o grupo.

O comboio de Hamdallah foi alvo de um atentado em 13 de março, durante uma visita do premier à Faixa de Gaza, governada pelo Hamas. Hamdallah saiu ileso. O Hamas estaria por trás do atentado, que, se tivesse alcançado seu objetivo, “teria aberto o caminho para uma guerra civil sangrenta entre organizações palestinas”, afirmou o chefe da Autoridade Palestina.

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