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Mundo

“Catástrofe migratória”: mudanças climáticas criarão 143 milhões de deslocados

media Mulheres e crianças são retratadas no campo de refugiados Plan International Nguenyyiel, em Gambela, Etiópia, em 21 de junho de 2017. Cerca de 1,8 milhões de sudaneses do sul fugiram do país. SOLAN KOLLI / AFP

Os "migrantes climáticos", refugiados que fogem de uma agricultura devastada, da falta de água doce ou do aumento do nível do mar, poderão chegar a 143 milhões em 2050, segundo um estudo elaborado pelo Banco Mundial.

No total, o drama pode afetar cerca de 17 milhões de pessoas na América Latina, 86 milhões na África subsaariana e 40 milhões no sul da Ásia, se não forem adotadas medidas concretas imediatamente, segundo aponta o documento do organismo multilateral divulgado nesta segunda-feira (19).

O estudo é o primeiro documento do Banco Mundial que se concentra no deslocamento de comunidades inteiras diretamente ligado aos efeitos das mudanças climáticas. As três regiões consideradas no estudo representam 55% da população dos países em desenvolvimento.

Na apresentação do estudo, a vice-diretora do Banco Mundial, Kristalina Georgieva, indicou que as mudanças climáticas se tornaram um "motor de migração" ao obrigar famílias e até comunidades inteiras a se deslocar para lugares viáveis para a subsistência.

"A cada dia as mudanças climáticas se transformam em uma ameaça econômica, social e existencial mais forte", acrescentou.

Crise de água sem precedentes e tempestades

Este cenário, disse, pode ser constatado "nas cidades que enfrentam crises de água sem precedentes, nas regiões costeiras que experimentam tempestades altamente destrutivas e nas regiões agrícolas que já não conseguem produzir cultivos essenciais", diz o documento do Banco Mundial.

O estudo destaca que esse enorme contingente de deslocados pelos efeitos das mudanças climáticas se somaria às milhões de pessoas que já se encontram na necessidade de emigrar por causas políticas, econômicas ou sociais.

O informe se baseou em três estudos de caso. Um deles, possivelmente o mais urgente, se dedica a Bangladesh, onde poderia ser gerado o maior número de "migrantes climáticos" em comparação com qualquer outra região do mundo até 2050.

Outro caso é o da Etiópia, que poderia experimentar um crescimento demográfico de até 85% neste período, e onde as emigrações poderão aumentar exponencialmente devido à diminuição das colheitas.

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