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Mundo

Combates continuam na Guta Oriental apesar de trégua instaurada pela Rússia

media Homem limpa o que sobrou de sua casa na região da Guta Oriental, perto de Damasco (Reuters)

Uma trégua humanitária diária de cinco horas anunciada pela Rússia nesta segunda-feira (26) entrou em vigor nesta terça-feira (27) na Síria, no reduto rebelde de Guta Oriental, perto de Damasco. A área foi sitiada pelo exército governamental e está sendo submetida a intensos bombardeios, que mataram mais de 560 civis em nove dias.

A pausa humanitária decidida pela Rússia, aliada do governo de Bashar al-Assad, deve ser aplicada diariamente. Mas apesar da trégua, o regime sírio bombardeou a região nesta terça-feira (27), segundo a ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos. De acordo com o ministro russo da Defesa, Serguei Shoigu, também serão criados corredores humanitários.

O anúncio da Rússia e a suspensão parcial dos bombardeios aconteceram depois que a ONU e várias potências ocidentais exigiram a aplicação imediata de uma resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas, adotada no domingo (25), pedindo uma trégua de 30 dias em todo território sírio.

Trégua é “teatro”, dizem moradores

Para os moradores de Guta Oriental, último reduto rebelde nas proximidades de Damasco, interrupção dos combates é “puro teatro”. "Esta trégua é uma farsa. A Rússia nos mata diariamente e nos bombardeia todos os dias", afirmou Samer al-Buydani, morador da cidade de Duma. "Não tenho confiança para sair com minha família de Guta Oriental através dos corredores humanitários", disse. "Se aceitar que tenho que sair, serei colocado imediatamente no exército para lutar contra outros sírios", afirmou Al-Buydani.

Nesta segunda-feira (26), os Estados Unidos, pediram aos russos, aliados do regime de Bashar al-Assad, que ajude a colocar um fim definitivo à ofensiva na Guta Oriental, depois da adoção da resolução da ONU por unanimidade pedindo a trégua.

“A Rússia tem a influência necessária para colocar um fim nas operações militares e respeitar o compromisso de cessar-fogo adotado na ONU”, escreveu a porta-voz do Departamento de Estado, Heather Nauert. Outras potências ocidentais também exigem a aplicação imediata da resolução, para permitir a distribuição de ajuda humanitária e a evacuação dos feridos.

(Com informações da AFP)

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