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Mundo

ONU: Rússia se opõe a cessar-fogo humanitário em Ghuta Oriental

media O embaixador russo no Conselho de Segurança da ONU, Vassily Nebenzia, durante reunião sobre a Síria em 22 de fevereiro. REUTERS/Brendan McDermid

O embaixador russo na ONU, Vassily Nebenzia, anunciou na quinta-feira (22) que ainda não há um acordo entre os 15 membros do Conselho de Segurança para começar um cessar-fogo humanitário em Ghuta Oriental, na Síria. Um texto sobre a questão é negociado há mais duas semanas e será votado nesta sexta-feira (23).

Em reunião convocada por Moscou na quinta-feira, Nebenzia denunciou "discursos catastróficos" e que não correspondem à realidade na Síria. O discurso do diplomata russo faz eco ao do ministro das Relações Exteriores da Rússia, Seguei Lavrov.

A Rússia atribui as violências em Ghuta Oriental especialmente a grupos rebeldes sírios, que considera terroristas. Para Moscou, os insurgentes devem ser excluídos do cessar-fogo, o que complicou a aprovação da resolução no Conselho de Segurança da ONU.

O texto original especificava que a trégua não seria aplicável apenas a Al-Qaeda e ao grupo Estado Islâmico. Para a Rússia, é necessário não incluir no acordo "indivíduos, grupos, empresas e entidades associadas" aos terroristas.

Negociações são barradas por detalhes

O projeto de resolução foi apresentado em 9 de fevereiro pela Suécia e o Kuwait, mas as negociações estagnaram em detalhes. Desde então, o regime sírio bombardeia Ghuta oriental, com um balanço de mais de 400 mortos nos últimos cinco dias.

Na noite de quinta-feira,  os membros do Conselho de Segurança receberam uma versão com emendas do texto inicial. Além de excluir "indivíduos, grupos, empresas e entidades associadas" a Al-Qaeda e ao grupo Estado Islâmico, o novo texto também se limita a "pedir" um cessar-fogo, enquanto a versão anterior usava o verbo "decidir".

O objetivo de um cessar-fogo de 30 dias é aliviar o cerco do regime sírio ao reduto rebelde de Ghuta oriental, para fornecer ajudar humanitária urgente, medicamentos e comida, além de organizar a saída de várias pessoas bloquedas na região. Mas, apesar das mudanças, ainda não está claro se a Rússia, que tem direito de veto no Conselho de Segurança, apoiará a resolução nesta sexta-feira.

O embaixador sueco na ONU, Olof Skoog, indicou que as discussões sobre a questão evoluem e está esperançoso sobre a aprovação do texto. Já os Estados Unidos e a França fazem fortes críticas à Rússia, a quem atribuem ataques a hospitais e a piora das condições para os civis.

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