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Mundo

Morre Billy Graham, o mais famoso pastor evangélico do mundo

media Billy Graham, pregou em 185 países para milhões de pessoas. REUTERS/Shannon Stapleton/File Photo

O influente pastor evangélico americano Billy Graham, um dos mais conhecidos pregadores do mundo, morreu aos 99 anos, informou nesta quarta-feira (21) a família à imprensa local.

Billy Graham, ou William Franklin Graham Jr, morreu na manhã desta quarta-feira em sua residência em Montreat, na Carolina do Norte, segundo a conta do Twitter da Billy Graham Evangelistic Association, organização que ele mesmo fundou em 1950.

Nos últimos anos, Graham teve a sua saúde comprometida, sofrendo de Parkinson e de um câncer de próstata.

Pregação global

Aos 16 anos, o pastor teve uma revelação religiosa e, graças a seu carisma, sua voz grave e orações fervorosas, conseguiu atrair as massas, que o seguiam através de seus programas de rádio e televisão. Na década de 1940, já era uma celebridade nacional, antes de expandir sua missão para todo o planeta.

Sempre pregando para multidões, Graham visitou inúmeros países, entre eles a ex-União Soviética e a China, chegando a ir à Coreia do Norte em 1992 e 1994.

No Brasil, Billy Graham ficou conhecido por suas visitas a várias cidades, entre os anos 1960 e 2010, quando realizou as famosas "Cruzadas de Evangelização".

Entre as personalidades que se reuniram com ele, estão a rainha Elizabeth II, João Paulo II e Madre Teresa de Calcutá.

Conselheiro espiritual dos presidentes

Billy Graham foi conselheiro espiritual de vários presidentes americanos, entre eles Harry Truman e Barack Obama.

George W. Bush chegou a confessar que deixou de beber e encontrou o caminho de Deus graças a Graham. Seu pai, George H.W. Bush, o convidou a orar na Casa Branca em 1991 para ajudar a superar a primeira Guerra do Golfo.

"Acredito que Billy não tocou apenas o coração dos cristãos, mas de pessoas de todas as fés, porque ele era um homem muito bom", indicou Bush pai em um comunicado. "Tive o privilégio de tê-lo como amigo pessoal (...) Ele foi o mentor de vários de meus filhos".

"O grande Billy Graham faleceu. Ele era único! Fará falta aos cristãos e a todas as religiões. Um homem muito especial", reagiu o presidente americano Donald Trump no Twitter.

Na minissérie televisiva The Crown, Graham é retratado como conselheiro da jovem rainha Elizabeth II.

Em sessenta anos de carreira, o "Pastor da América" organizou mais de 400 encontros em estádios e casas de shows, liderando "cruzadas" em 185 países. Ainda escreveu cerca de 30 livros, traduzidos para 40 idiomas e fez orações assistidas por 2,2 bilhões de telespectadores.

Considerado uma presença reconfortante em tempos de crise, liderou um serviço religioso nacional após os ataques de 11 de setembro de 2001. Presidiu o enterro do presidente Lyndon Johnson em 1973 e falou no funeral de Richard Nixon em 1994.

Família herda fortuna e tradição evangélica

Nascido em 7 de novembro de 1918, o mais velho de quatro irmãos, Graham foi criado em uma fazenda em Charlotte, Carolina do Norte.

Ordenado pastor batista em 1939, casou-se com a filha de um missionário cristão na China, Ruth McCue Bell, que morreu em 2007 aos 87 anos e com quem teve cinco filhos.

Seu filho mais velho, William Franklin Graham III, de 65 anos, assumiu a tocha paterna: ordenado em 1982, é pastor evangelista e presidente da BGEA desde 1995.

Seu outro filho, Nelson, e uma de suas filhas, Anne Graham Lotz, também foram ordenados e são pastores. Anne Graham é autora de vários livros.

"Meu maior conforto vem do fato que eu pertenço a Cristo e que, pouco importa o que aconteça, ele não me deixará e não me abandonará jamais", havia dito o religioso ao jornal Minneapolis Tribune.

 

 

  

 

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