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Mundo

Apesar de acusações de corrupção, Netanyahu afirma que terminará mandato

media O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu alega inocência nas acusações de corrupção da polícia israelense. REUTERS/Sebastian Scheiner/Pool/File Photo

O premiê israelense, Benjamin Netanyahu, disse nesta quarta-feira (14) que a coalizão de seu governo continua estável, apesar da ameaça de indiciamento por corrupção, recomendada pela polícia do país. Ele descartou a hipótese de organização de eleições antecipadas.

Em um novo pronunciamento em Tel Aviv, nesta quarta-feira (14), o premiê rejeitou as acusações que ele considera “sem fundamento”, e se comprometeu a continuar dirigindo o país com “lealdade e responsabilidade” enquanto ele estiver à frente do governo. “Nem eu nem ninguém estamos pensando em organizar novas eleições”, declarou Netanyahu. Ele também disse que o inquérito policial é “como um queijo suíço, cheio de buracos”. O fim do mandato de Netanyahu está previsto para 2019.

Nesta terça-feira (13 de fevereiro), minutos depois de a polícia israelense ter anunciado que tem evidências suficientes para recomendar o indiciamento do primeiro-ministro, Netanyahu fez um primeiro pronunciamento, alegando inocência em dois casos de corrupção.

Charutos e joias em troca de favores

Apelidados pela polícia de “1000” e “2000”, os casos contêm alegações de suborno, quebra de confiança e abuso de poder. O primeiro envolve a acusação de que Netanyahu fez negociatas com dois magnatas.

Em troca de favores, ele e sua mulher, Sara, teriam recebido milhares de dólares em presentes como charutos, joias e bebidas de um produtor de cinema israelense que atua em Hollywood e de um empresário australiano.

Já o “Caso 2000” teria como foco conversas grampeadas entre Netanyahu e o dono do maior jornal do país, “Yedioth Aharonoth” (Últimas Notícias). Em troca de enfraquecer o jornal concorrente, bancado pelo bilionário americano pró-Netanyahu Sheldon Adelson, o premiê teria sugerido que o Últimas Notícias diminuísse o tom das críticas contra o seu governo.

Ainda não se sabe quando o Ministério Público decidirá por um indiciamento e se Netanyahu irá renunciar por causa disso. A rigor, a lei israelense só exige renúncia do premiê case ele seja condenado.

Ainda há dois outros casos de corrupção envolvendo Netanyahu sendo investigados. Dois primeiro-ministros israelenses deixaram o cargo por causa de investigações. O caso mais conhecido e recente é o do ex-premiê Ehud Olmert, que cumpriu pena de 19 meses por corrupção.

Recorde de mandatos

À frente do governo israelense desde 2009, após um primeiro mandato entre 1996 e 1999, Netanyahu passou onze anos no poder. Sem rival aparente, ele quebrará o recorde de longevidade do histórico David Ben Gurion, fundador do Estado de Israel, se a atual legislatura chegar ao fim, em novembro de 2019.

O ministro da Justiça israelense, Ayelet Shaked, já afirmou que um primeiro-ministro oficialmente acusado não é obrigado a renunciar. Quando um primeiro ministro é indiciado, ele só precisa se demitir quando todos os recursos contra sua acusação estiverem esgotados.

A Justiça israelense possui um histórico de agir com mão forte contra líderes importantes, condenados por corrupção. O antecessor e antigo opositor de Netanyahu, Ehud Olmert, que ficou no poder de 2006 a 2009, foi liberado em julho de 2017 após um ano e quatro meses de prisão por corrupção.

(Com a colaboração de Daniella Kresch, correspondente em Tel Aviv)

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