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Mundo

Confidente da ex-presidente sul-coreana é condenada a 20 anos de prisão

media Choi Soon-sil (C), a mulher no centro do escândalo político sul-coreano e amiga de longa data da ex-presidente Park Geun-hye, em janeiro de 2017. REUTERS/Kim Hong-Ji/

A confidente que provocou a queda da ex-presidente sul-coreana foi condenada nesta terça-feira (13) a 20 anos de prisão. Choi Soon-sil, de 61 anos, já estava detida, acusada de abuso de confiança, corrupção e ingerência em assuntos do Estado.

Ela compareceu ao tribunal, vestindo um casaco com seu número de presidiária, e não demonstrou nenhuma reação ao ouvir a sentença.

Choi Soon-sil, filha de um misterioso líder religioso, era chamada de “Rasputin” pela imprensa sul-coreana, devido à sua grande influência sobre a ex-presidente Park Geun-hye.

O escândalo veio à tona em 2016. Usando de seu prestígio, a confidente conseguiu extorquir milhões de dólares dos grandes grupos da quarta potência econômica asiática. Ao todo, ela recebeu 14 bilhões de wons, cerca de R$ 42 milhões, da Samsung e da Lotte, o maior varejista sul-coreano.

O presidente da Lotte, que também era acusado nesse processo, foi condenado a dois anos e meio de prisão. Ele compareceu livre ao tribunal de Seul e teve sua prisão decretada imediatamente.

O escândalo provocou uma onda de manifestações na Coreia do Sul que levou à destituição da Park Geun-hye em março de 2017. A condenação pesada da confidente pode indicar o futuro da ex-presidente, que está detida provisoriamente, também é acusada de corrupção e responde a 18 processos.

“No limite da crueldade”

Choi não tinha nem título nem autorização, o que não a impedia de se intrometer em decisões políticas, como na nomeação de ministros ou embaixadores, e de reescrever discursos presidenciais.

"Dada a extensão dos ganhos materiais obtidos pela acusada, da intromissão nos assuntos públicos resultantes de seus crimes e da frustração da população, sua culpa é pesada", afirmou o juiz, observando que ela não mostrou nenhum sinal de arrependimento.

A acusação havia solicitado uma pena de 25 anos de prisão contra a amiga secreta, "alfa e ômega do escândalo".
 
Choi negou todas as acusações, explicando que nunca procurou obter benefícios pessoais e que estava tentando ajudar Park em seu trabalho. Ela também acusou o promotor do caso de tê-la "pego em uma armadilha".

Seu advogado, Lee Kyung-jae, anunciou sua intenção de recorrer, denunciando uma "sentença pesada, no limite da crueldade".

Em um contexto de crescente frustração econômica e social, Park foi destituída em dezembro de 2016 pela Assembleia Nacional, uma decisão confirmada três meses depois pelo Tribunal Constitucional.

Isso permitiu, ao mesmo tempo, a anulação de sua imunidade presidencial, sua detenção em prisão preventiva e sua acusação.

O escândalo expôs as conexões insalubres entre as elites políticas e econômicas do país. Os chaebols, conjuntos de empresas, de vários domínios, mantendo participações cruzadas entre si, são os motores de uma economia sul-coreana florescente. Grupos como Samsung e Hyundai desempenharam um papel crucial no "milagre" econômico das décadas de 1960 e 1970, que transformou o país devastado pela guerra.

Na semana passada, a Justiça sul-coreana liberou o herdeiro do império da Samsung, Lee Jae-Yong, julgado no mesmo escândalo. Sua condenação foi confirmada em recurso, mas a sentença foi reduzida.

Ele foi o terceiro membro do clã familiar a beneficiar da clemência dos tribunais.

O tribunal considerou nesta terça-feira que os 3,6 bilhões de wons desembolsados pela Samsung para pagar cavalos e equipamentos de equitação para a filha de Choi, bem como os 3,6 bilhões pagos a uma empresa sob seu controle, foram subornos. Mas, não há provas de que a Samsung tenha pedido favores políticos em troca.

(Com informações da AFP)

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