Ouvir Baixar Podcast
  • 14h27 - 14h30 GMT
    Flash de notícias 20/11 14h27 GMT
  • 14h06 - 14h27 GMT
    Programa 20/11 14h06 GMT
  • 14h00 - 14h06 GMT
    Jornal 20/11 14h00 GMT
  • 08h57 - 09h00 GMT
    Flash de notícias 20/11 08h57 GMT
  • 08h36 - 08h57 GMT
    Programa 20/11 08h36 GMT
  • 08h30 - 08h36 GMT
    Jornal 20/11 08h30 GMT
  • 08h33 - 08h57 GMT
    Programa 18/11 08h33 GMT
  • 08h30 - 08h33 GMT
    Jornal 18/11 08h30 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
Mundo

Avião russo caiu devido ao congelamento do medidor de velocidade

media Restos do avião que caiu em Moscou. REUTERS/Sergei Karpukhin

A queda de um avião Antonov An-148, da companhia russa Saratov Airlines, no último domingo (11), foi aparentemente causada pela formação de gelo nas sondas medidoras de velocidade. A informação foi divulgada nesta terça-feira (13) pelos investigadores, após a análise da caixa-preta da aeronave. O acidente deixou 71 mortos - 65 passageiros e seis tripulantes. 

"O acidente pode ser explicado pelos dados incorretos sobre a velocidade recebidos pelos pilotos, que aparentemente se deve à formação de gelo nas sondas, cujo sistema de aquecimento estava desligado", indicou em um comunicado o Comitê Intergovernamental da Aviação (MAK), organismo encarregado de investigar os acidentes aéreos.

As conclusões se baseiam em "uma análise preliminar das informações registradas no mecanismo que conserva os parâmetros técnicos do voo, bem como em estudos de casos similares no passado", reiterou a MAK. 

Chamados de "tubos de Pitot", essas sondas pemitem aos pilotos controlarem a velocidade do avião - um elemento crucial para o equilíbrio da aeronave em voo. Se o mecanismo é prejudicado durante o voo, uma medida incorreta da velocidade é fornecida aos pilotos, o que pode ocasionara queda do aparelho se ele está voando lentamente. 

Peça-chave da investigação do Airbus AF 447 

As sondas Pitot são um elemento-chave na batalha legal entre a Air France e a Airbus, indiciada em 2011 por homicídios involuntários pela queda do aparelho que executava o voo AF 447, quando fazia o trajeto entre o Rio de Janeiro e Paris. O avião caiu no Oceano Atlântico, na costa do Brasil, matando as 228 pessoas a bordo, em 1º de junho de 2009.

O ponto de partida do desastre seriam as sondas Pitot, congeladas pelas condições meteorológicas durante o voo, o que levou a uma interrupção das medições de velocidade do Airbus A330 e desorientou os pilotos. 

"Se as sondas não tivessem sido cobertas pelo gelo, o desastre não teria ocorrido. Por isso existe, em nossa opinião, a responsabilidade da Airbus", diz  Alain Jakubowicz, advogado da Associação Entraide e Solidarité AF 447.

Queda dois minutos após decolagem

O Antonov An-148 faria o trajeto de Moscou rumo a Orsk, nos Urais, quando desapareceu dos radares, apenas dois minutos depois de decolar. Ele caiu no distrito de Ramensky, na fronteira com o Cazaquistão, a 70 quilômetros da capital russa.

A lista de vítimas divulgada por autoridades inclui dois estrangeiros – da Suíça e Azerbaijão – e três crianças. A maioria dos passageiros era originária da região de Orenburgo, onde fica Orsk. O governador local decretou um dia de luto nesta segunda-feira. 

Sobre o mesmo assunto
 
O tempo de conexão expirou.