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Mundo

Líder da Coreia do Sul e irmã de ditador do Norte vão juntos a concerto

media Irmã de ditador Kim Jong un, Kim Yo Jong, aplaude espetáculo ao lado de presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, neste domingo (11). Yonhap via REUTERS

Em um mais um sinal de uma reaproximação inédita, o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, foi a um concerto musical em Seul com a irmã do ditador da Coreia do Norte, Kim Yo Jong, que estava no país vizinho para os Jogos Olímpicos de Inverno de Pyeongchang. Logo após o espetáculo, Kim e a delegação norte-coreana retornaram para Pyongyang, encerrando uma visita histórica de três dias ao Sul.

A série de encontros bilaterais, que pode culminar em uma reunião de alto nível entre Moon Jae-in e o ditador Kim Jong-un, ocorre após dois anos de fortes tensões devido ao desenvolvimento do programa nuclear norte-coreano e a presença americana na região. Washington é aliado de Seul. Neste sábado, Kim Yo Jong entregou a Moon um convite para ir ao Norte.  

O concerto, que incluiu músicas do Norte tocadas por uma orquestra norte-coreana e sucessos pop sul-coreanos, atraiu uma multidão: quase 120 mil pessoas tentaram comprar os 1.000 ingressos postos à venda para a apresentação histórica. O presidente Moon assistiu ao espetáculo ao lado da irmã de Kim e do chefe da delegação da Coreia do Norte, Kim Yong Nam – que, pelo protocolo, representava oficialmente o chefe de Estado.

Em um jantar antes do concerto, que reuniu lideranças do norte e do sul, Kim Yo Jong afirmou que as duas Coreias ainda possuem muito em comum, apesar das décadas de separação.

A reaproximação, no entanto, provoca polêmica no país. Nas proximidades da sala, manifestantes queimaram uma bandeira norte-coreana e rasgaram fotos de Kim Jong un para denunciar a recente movimentação diplomática entre os dois países, que nunca selaram a paz após a Guerra da Coreia, há 65 anos. “É uma grande humilhação esses comunistas vermelhos no coração de Seul”, gritavam os manifestantes.

Desconfiança dos EUA

Os últimos acontecimentos também são vistos com ceticismo pelos Estados Unidos. O vice-presidente americano, Mike Pence, afirmou que Washington e Seul mantêm sua aliança contra o programa nuclear da Coreia do Norte. Analistas políticos apontam que as movimentações diplomáticas do Norte com o Sul têm o objetivo de tentar suavizar as sanções internacionais e prejudicar a relação dos americanos com os sul-coreanos. Mas Pence afirmou que o presidente Moon Jae-in "permanece firme" contra Pyongyang.

Com informações AFP

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