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Olimpíadas de Pyeongchang podem ser "os jogos da paz" entre as duas Coreias?

Olimpíadas de Pyeongchang podem ser
 
Treino da equipe feminina de hockey do Canadá nesta quinta-feira (8). REUTERS/Kim Kyung-Hoon

Os Jogos Olímpicos de Inverno, que começam na Coreia do Sul na sexta-feira (9), parecem ter reaproximado as duas Coreias. Não se sabe se é um movimento duradouro, ou se será apenas mais uma trégua olímpica. 

Os Estados Unidos ainda não demonstraram disposição para se sentar à mesa, o que muitos países, a começar pela China, consideram fundamental para que a questão seja resolvida. O fato é que o clima está menos pesado e que, além do desempenho dos atletas, os jogos da Coreia serão palco para muitas mensagens políticas importantes. 

Vivian Oswald, correspondente da RFI em Pequim

O ano passado foi marcado por uma forte tensão na Península Coreana. O clima tão ficou austero com a troca de acusações, provocações e demonstrações de força entre Coreia do Norte, Estados Unidos e Coreia do Sul, que especialistas do mundo inteiro não descartavam a iminência de uma guerra. Mas a expectativa agora é outra. Ao que tudo indica, existe uma janela de oportunidade para o diálogo na região. 

Essas Olimpíadas vêm sendo chamadas como os “jogos da paz”, mas é preciso analisar a situação com cautela. Está claro que a comunicação foi retomada entre as duas Coreias, por conta dos jogos de Pyeongchang, algo que não se imaginaria em novembro passado, no auge da tensão, quando a Coreia do Norte testou um míssil balístico de longa de distância que teria a capacidade de chegar até os Estados Unidos. Foi o último teste deles. 

Coreia do Sul e Coreia do Norte realizaram algumas atividades conjuntas agora, nas semanas que antecederam dos jogos, o que ajudou a diminuir a tensão na região. Existe uma percepção de que Pyongyang estaria procurando diminuir a pressão das sanções impostas ao país nos últimos anos, que acertaram em cheio os principais setores da sua economia e de que a Coreia do Sul tem interesse em uma reaproximação. 

Mas há elementos que ainda precisam ser colocados na balança: é inegável que surgiu uma bela janela de oportunidade. É assim que muitos analistas estão vendo os jogos. Se serão os jogos da paz, ainda é cedo para dizer. Todos os olhos estão sobre os 121 atletas norte-coreanos e sobre os movimentos políticos entre as duas Coreias.

Demonstração de força com parada militar

Há alguns sinais que podem ser interpretados de maneira diferente. Por exemplo, Pyongyang anunciou, na semana passada, que havia antecipado as comemorações do Dia da Construção das Forças Armadas do dia 25 de abril para esta quinta-feira (8), véspera da abertura dos jogos. O evento foi, de fato, celebrado, de acordo com o governo sul-coreano, embora Pyongyang não tenha divulgado nenhuma imagem do desfile. Para muitos analistas, com a parada militar, o regime norte-coreano tem intenção de "mostrar os dentes", uma atitude considerada controversa na véspera da abertura dos jogos. 

Além disso, a Coreia do Norte cancelou um evento conjunto que teria com os sul-coreanos, marcado para semana passada, depois que a mídia da Coreia do Sul questionou o compromissos de diálogo entre Seul e Pyongyang. Os dois se consideram países-irmãos, mas o fato é que a relação se desgastou tanto nos últimos anos, que existe uma falta de confiança, que precisa ser retomada. Mesmo que haja a vontade de reaproximação, qualquer pequeno sinal pode ter mal interpretado. E tem ainda o papel dos Estados Unidos no meio disso tudo.

Interferência americana

Os americanos também trataram de aumentar a tensão no ano passado. Diz-se que as delegações de Coreia do Norte e Estados Unidos podem aproveitar para se encontrar à margem dos jogos. Mas os americanos até agora não manifestam a intenção de se sentar à mesa a curto prazo. 

A China já deixou bem claro que a situação na península da Coreia melhorou, mas que é fundamental o diálogo entre Estados e Coreia do Norte para que se chegue a um acordo. Essa foi a mensagem passada ontem novamente pelo porta-voz do governo chinês, Geng Shuang. Ele disse que os Estados Unidos e a Coreia do Norte estão no centro das contradições na península e que os dois países devem ter em mente a paz e estabilidade na região e aproveitar a oportunidade para estabelecer o diálogo. 

O especialista do Centro Carnegie Tsinghua, Zhao Tong, disse aqui para alguns jornalistas que existe essa janela de oportunidade. Ele atribui menos aos jogos e mais a uma espécie de moratória dos testes feitos por Pyongyang. Segundo Tong, Kim Jong Un estaria satisfeito com os resultados do último teste, em novembro, que mostraria que um míssil de longa distância seu poderia chegar até os Estados Unidos, e estaria pronto para negociar. 

Há quem diga que Kim Jong-Un tem se mostrado como um hábil negociador, mas resta saber até onde ele pretende chegar. A verdade é que ele está jogando um jogo arriscado, assim como o presidente americano, Donald Trump. E ambos são imprevisíveis. 

O caminho para a paz via Coreia do Sul, que é o vizinho próximo, que tem mais a perder do que ninguém, até mesmo pela distância que está da Coreia do Norte, parece mais viável do que através dos Estados Unidos. Mas os americanos têm que ser parte dessas negociações.

Rússia nega política de doping

A Rússia está em compasso de espera, depois que seus atletas foram banidos por causa de doping. Neste momento, 47 atletas que recorreram da suspensão aplicada a eles por conta de doping esperam a decisão final da corte. O resultado deve sair no final desta quinta-feira ou no início da sexta, horas antes da abertura dos jogos de Pyeongchang. A Rússia continua negando que exista uma política deliberada de doping no país. 


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