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Mundo

Crise política nas Maldivas deixa arquipélago em suspense

media Policiais patrulham a sede da oposição em Malé, capital das Maldivas, em 6 de fevereiro de 2018. REUTERS/Stringer NO RESALES. NO ARCHIVES

O arquipélago das Maldivas, no Oceano Índico, afunda em uma séria crise política. Depois que o estado de emergência entrou em vigor na segunda-feira (5), o presidente do país, Abdulla Yameen, ordenou a prisão de um ex-chefe de Estado e do presidente do Supremo Tribunal, que voltou atrás, nesta terça-feira (6), sobre sua decisão de libertar nove presos políticos, opositores de Yameen.

Foi na madrugada da terça-feira (6) que o presidente da Suprema Corte das Maldivas foi preso por policiais fortemente armados, oficialmente acusado de corrupção. Há poucos dias, a maior autoridade judicial nas Maldivas decidiu ordenar a libertação de nove presos políticos, considerando que estes haviam sido injustamente detidos. A decisão irritou profundamente o presidente do país, Abdulla Yameen.

Yameen declarou estado de emergência, dizendo que esta era a única maneira de investigar juízes suspeitos de conspiração.

O Supremo Tribunal, reduzido para três membros, anunciou nesta terça-feira (6) que voltou atrás em sua decisão de libertar os prisioneiros políticos, uma decisão tomada visivelmente sob pressão. Em uma declaração oficial, os magistrados afirmam ter revertido sua decisão "à luz das preocupações levantadas pelo presidente".

Abdullah Yameen, que governou o país com um punho de ferro nos últimos cinco anos, colocou quase todos os oponentes na prisão ou os expulsou para o exílio. Na segunda-feira (5), ele não hesitou em prender seu meio-irmão, um ex-presidente ligado à oposição.

A situação mergulha o país no caos e na incerteza. "Ele mobiliza o exército e a polícia para tentar preservar o que sobrou de sua autoridade, o que provoca caos na capital", analisou Olivier Guillard, pesquisador francês associado ao Instituto de Relações Internacionais e Estratégicas (Iris).

 
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