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Mundo

Grupo Estado Islâmico reivindica atentado no Afeganistão

media O ataque deixou cinco mortos e 10 feridos entre os soldados, informou o porta-voz do ministério da Defesa, o general Dawlat Waziri. REUTERS/Omar Sobhani TPX IMAGES OF THE DAY

O grupo extremista Estado Islâmico reivindicou nesta segunda-feira (29) o ataque contra a academia militar de Cabul, que deixou pelo menos onze soldados mortos, dois dias depois do atentado com uma ambulância-bomba que deixou cerca de 95 mortos e 191 feridos

Segundo o porta-voz do ministério da Defesa, o general Dawlat Waziri, dois homens-bomba detonaram os explosivos, outro foi detido e três foram mortos, afirmou. As forças especiais afegãs foram enviadas ao local e ao bairro próximo à academia, um grande complexo de mais de 40 hectares na zona oeste de Cabul.

"Os criminosos queriam entrar no batalhão", disse o general Waziri, ao explicar que o ataque se concentrou no batalhão que fica do lado de fora da academia. O atentado teve início às 5h00 (22h30 de Brasília) com o lançamento de foguetes, granadas e tiros de armas automáticas.

O porta-voz da polícia de Cabul, Basir Mujahid confirmou o uso de foguetes e os tiros, mas disse que a situação estava "calma". O grupo extremista Estado Islâmico (EI) reivindicou o ataque. "Combatentes do grupo Estado Islâmico atacaram a academia militar na cidade de Cabul em uma operação suicida", informou a agência de propaganda do EI, Amaq.

O ataque contra os militares aconteceu dois dias depois de um atentado que deixou 103 mortos e 235 feridos na capital, executado com uma ambulância-bomba. O atentado provocou uma grande comoção e levou o governo a decretar um dia de luto nacional no domingo e um recesso nesta segunda-feira, para que a cidade consiga tratar os feridos.

Cabul foi alvo, recentemente, de vários ataques executados tanto pelos talibãs como pelo EI. A cidade se tornou um dos locais mais perigosos do país para os civis.

No dia 20 de janeiro, talibãs atacaram o hotel Intercontinental de Cabul e mataram pelo menos 25 pessoas, a maioria estrangeiros. A cidade está em alerta máximo e teme novos ataques. Os estrangeiros foram advertidos sobre possíveis atentados do EI contra supermercados, hotéis e lojas.

(Com informações da AFP)

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