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Mundo

Principal opositor de Putin é preso durante manifestação em Moscou

media Russos durante manifestação em Moscou contra Vladimir Putin. No cartaz, a palavra "greve". Em 28 de janeiro de 2018. REUTERS/Sergei Karpukhin

A polícia russa prendeu neste domingo (28) Alexei Navalny, principal opositor de Vladimir Putin, durante uma manifestação em Moscou. Navalny havia convocado a oposição para protestar contra o presidente russo, segundo anunciou o ativista no Twitter, onde ele reagiu dizendo "Acabam de me prender, isso não quer dizer nada. Venham para a [avenida] Tverskaya. Vocês não vêm aqui por mim, e sim por vocês e seu futuro", completou, em um dia de protestos em toda a Rússia.

Depois de que a polícia tentou em vão encontrar Navalny em uma busca em seu quartel-general em Moscou, o líder opositor chegou à rua Tverskaya, artéria principal na capital russa, onde centenas de seus seguidores estavam reunidos.

"Ladrões, vocês têm cinco minutos para ir embora!", disse o opositor, segundo imagens transmitidas ao vivo pela equipe de Navalny no Youtube. Depois, a polícia se aproximou e as imagens mostraram uma dezena de agentes que se dirigiram para detê-lo.  Apesar da resistência de seus opositores, Alexei Navalny foi levado à força em um furgão policial.

O carismático político opositor, de 41 anos, tinha reiterado o chamado para que o povo russo se manifestasse contra as eleições presidenciais de 18 de março, que ele chama de "pseudoeleições".

"Rússia sem Putin"

Milhares de russos responderam à convocação de Navalny em todo o país, cerca de 4 mil manifestantes apenas em Moscou. Em São Petesburgo, cerca de 1,5 mil manifestantes levavam cartazes com os dizeres "Rússia sem Putin". Militares russos tentavam dispersar os manifestantes na manhã deste domingo (28).

"Estou aqui para mostrar que não é justo impedir Navalny de participar da eleição", declarou Alexandra Fedorova, de 27 anos. "Quero uma mudança. Estamos cansados de viver neste pântano, é por isso que estou aqui", explicou Andrei Petrov, de 20 anos.  

Milhares de manifestantes protestaram em outras 120 cidades na Rússia central, na Sibéria e inclusive no extremo oriente russo, apesar das temperaturas de -45ºC.

Cerca de 180 pessoas foram presas, segundo o site especializado OVD-info. Navalny denuncia o que chama de "falácia" nas eleições presidenciais russas, que acontecem em 2018. Segundo estimativas, o presidente russo Vladimir Putin deve conquistar seu quarto mandato, ampliando sua estadia no poder até 2024.

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