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Mundo

Autoridades derrubam igreja evangélica na China

media A igreja evangélica Jindengtai foi demolida em 9 de janeiro de 2018, segundo a associação China Aid. ChinaAid

As autoridades chinesas demoliram uma imensa igreja evangélica no norte do país. A denúncia foi feita neste sábado (13) por uma associação de defesa dos cristãos que condena “uma perseguição digna do grupo Estado Islâmico".

A monumental igreja evangélica Jindengtai ("Candelabro dourado"), pintada de cinza e ornamentada por uma grande cruz vermelha, estava situada em Linfen, uma cidade da província de Shanxi. Sua demolição foi realizada devido a “uma campanha municipal que visa eliminar as construções ilegais", indicou o jornal Global Times, citando um dirigente da cidade que não quis ser identificado.

Segundo a mesma fonte, “um cristão deu um terreno a uma associação religiosa local. Eles construíram a igreja em segredo, alegando construir um armazém". As autoridades mandaram parar a obra em 2009 e vários membros da associação cristã foram então detidos.

Religiões controladas

A igreja, que tinha 50 mil fiéis, foi demolida em 9 de janeiro por um grupo de policiais militares que usou uma grande quantidade de explosivos para derrubá-la, informou à AFP Bob Fu, presidente da China Aid, um grupo de defesa dos direitos religiosos com sede nos Estados Unidos. Ele denuncia uma perseguição “digna do [grupo jihadista] Estado Islâmico e dos talibãs".

O Partido Comunista Chinês (PCC), no poder na China, desconfia de qualquer movimento organizado que possa escapar de seu controle, principalmente as organizações religiosas. As religiões oficialmente reconhecidas no país (catolicismo, protestantismo, islamismo, budismo, taoísmo) são rigidamente reguladas. Elas devem jurar lealdade às associações "patrióticas" controladas pelo Estado, que pretende assim evitar qualquer influência estrangeira através da religião.

Novas regras

A China tem 5,7 milhões de católicos e 23 milhões de protestantes, segundo dados oficiais de 2014. Um número que exclui os milhões de fiéis de igrejas não reconhecidas, principalmente protestantes. Dezenas dessas igrejas foram demolidas nos últimos anos no país.

No próximo primeiro de fevereiro, novas regras, mais rígidas, regulamentando a prática religiosas entram em vigor na China. Elas preveem, principalmente, a interdição de doações vindas do estrangeiro e restrições para a abertura de escolas confessionais.

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