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França condena decisão de Israel de construir moradias na Cisjordânia

media Construção no assentamento israelense de Givat Zeev, na Cisjordânia REUTERS/Baz Ratner/File Photo

A França condenou as decisões tomadas pelas autoridades israelenses que permitem a construção de mais de 1.100 moradias em 20 regiões diferentes da Cisjordânia, e, particularmente em sete delas, previstas no território palestino de Nativ Haavot. A resolução contraria a decisão da alta corte da Justiça que ordenou a evacuação do local até março deste ano.

Segundo o governo francês, a colonização dessa área vai contra o direito internacional, conforme reafirmado pela resolução 2334 do Conselho de Segurança das Nações Unidas. “Isso dificulta a busca de uma paz justa e duradoura e impede a solução dos dois Estados, vivendo lado a lado em paz e segurança. Essa deliberação também contribui para a continuidade de tensões”, declarou o governo francês em um comunicado.

“A prioridade da França é trabalhar para preservar esta solução de dois Estados e contribuir para a retomada de negociações decisivas. Neste contexto, conforme indicado pelo presidente da República (francês) em 22 de dezembro, a França pede a cessação da colonização para preservar um horizonte político credível.”

Acordo de paz emperrado

A ONG “A Paz Agora”, que milita para o fim da colonização, especificou que o acordo final foi assinado na noite dessa quarta-feira (10) pela Comissão de Planejamento da Administração Civil para a Cisjordânia, uma agência liderada pelos militares.

Os assentamentos judeus na Cisjordânia são um dos principais obstáculos aos esforços de recuperação do processo de paz israelo-palestino, congelado desde 2014.

"Eu acho que o que Israel fez é um processo de destruição deliberado e bem planejado na possibilidade de estabelecer um Estado palestino ", comentou o deputado palestino Mustafa Barghouti.

Cerca de 500 mil israelenses estão instalados na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, territórios onde vivem mais de 2,6 milhões de palestinos.

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