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Mundo

Coreias acertam presença em Jogos de Inverno. E depois?

media Troca de documentos entre os chefes da delegação norte-coreana, Ri Son Gwon e o sul-coreano Cho Myoung-gyon após o encontro em Panmunjom, zona desmilitarizada que separa as duas Coreias, 9 de janeiro. de 2018. Yonhap via REUTERS

A Coreia do Norte vai enviar atletas e uma delegação de alto escalão para os próximos Jogos Olímpicos de Inverno na Coreia do Sul. A decisão foi tomada pelos dois países em uma reunião nesta terça-feira (9) depois das tensões provocadas pelas ambições nucleares de Pyongyang.

"A parte norte-coreana vai enviar uma delegação do Comitê Olímpico Nacional composta por atletas, torcedores, um grupo de artistas, uma equipe de Taekwondo e um serviço de imprensa", anunciaram os dois países em um comunicado conjunto após o encontro.

Seul e Pyongyang também concordaram em "diminuir a tensão militar atual e manter discussões militares sobre a questão".

O Sul também aproveitou esse primeiro diálogo, em mais de dois anos, para solicitar um encontro das famílias separadas pela guerra (1950-53), um dos legados mais dolorosos do conflito.

Os dois lados também decidiram restabelecer a linha telefônica militar que foi cortada em fevereiro de 2016, a fim de melhorar a comunicação entre os exércitos desses dois países ainda tecnicamente em guerra.

Fronteira da paz

As discussões estão sendo realizadas em Panmunjom, vilarejo onde o cessar-fogo da Guerra da Coreia foi assinado, na Zona Desmilitarizada (DMZ) que divide a península.

A delegação norte-coreana cruzou a pé linha de demarcação militar para ir à Casa da Paz, o lugar de encontro do lado sul-coreano, a poucos metros de onde um soldado desertou há dois meses, sob uma chuva de balas.

O ministro sul-coreano da Unificação, Cho Myoung-Gyon, e o chefe da delegação norte-coreana Ri Son-Gwon apertaram as mãos antes de entrar no edifício.

De acordo com os costumes norte-coreanos, Ri portava um broche ornado com o retrato do pai fundador da Coreia do Norte, Kim Il-Sung, e do seu filho e sucessor Kim Jong-Il. Cho portava um broche com as cores da bandeira da Coreia do Sul.

Confrontos acidentais    

Seul apelou para a retomada das reuniões familiares, bem como para conversas entre a Cruz Vermelha dos dois países e discussões militares para evitar "confrontos acidentais".

A cordialidade entre as duas Coreias contrasta fortemente com a retórica empregada ultimamente, com insultos pessoais e ameaças de guerra trocadas pelo líder norte-coreano Kim Jong-Un e pelo presidente americano Donald Trump.

Nos últimos dois anos, a situação na península se deteriorou, o Norte conduziu três novos testes nucleares e multiplicou seus disparos de mísseis.

Seul se esforça para apresentar os Jogos Olímpicos, que vão acontecer a apenas 80 km da DMZ, como as "Olimpíadas da Paz", mas para que a frase faça sentido, a participação do Norte é essencial.

O diálogo de hoje se dá após Kim afirmar no Ano Novo a possibilidade do envio de uma delegação às Olimpíadas.

Resta saber se os representantes de ambos os países farão uma entrada conjunta nas cerimônias de abertura e encerramento, como em Sydney em 2000, Atenas em 2004 e Turim em 2006.

O tamanho da delegação norte-coreana, bem como sua hospedagem, que deve ser financiada por Seul, ainda precisam ser determinados.

Pom-pom girls

Apenas dois atletas norte-coreanos se qualificaram para os Jogos, mas o Norte deve enviar ao Sul um grande contingente de torcedores, de acordo com especialistas.

A imprensa sul-coreana sugeriu que Pyongyang poderia enviar representantes eminentes, incluindo a irmã mais nova de Kim Jong-Un, Yo-Jong, uma das dirigentes do partido no poder.

Diálogo além da decisão esportiva

"Ambas as partes chegarão a um acordo sobre Pyeongchang sem qualquer problema, mas o que acontecerá depois?", questiona Koh Yu-Hwan, professor da Universidade de Dongguk, em Seul.

"Não será fácil chegar a um acordo imediato sobre questões relacionadas à melhoria das relações intercoreanas".

Não está claro se o Norte procurou discutir a cessação definitiva dos exercícios militares conjuntos entre Seul e Washington.

Os Estados Unidos e a Coreia do Sul concordaram na semana passada em adiar suas manobras Foal Eagle e Key Resolve, a fim de diminuir as tensões.

O presidente americano Donald Trump elogiou no último final de semana a retomada das discussões, afirmando que espera que continuem após as Olimpíadas. Ele está pronto para discutir com Kim.

(Com agência AFP)

  

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