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Mundo

Prêmio Nobel da Paz iraniana pede desobediência civil no país

media As manifestação de apoio ao regime no Irã começaram na quarta-feira, 3 de janeiro de 2018. Tasnim News Agency/Handout via REUTERS

A prêmio Nobel da Paz iraniana, Shirin Ebadi, pediu nesta quinta-feira (4) desobediência civil a seus compatriotas e a continuação dos protestos antigoverno. Ela fez o apelo no dia seguinte em que as forças de elite do Irã proclamaram o fim do movimento de contestação no país. Os protestos, iniciados na quinta-feira (28) da semana passada, deixaram 21 mortos.

"Anunciamos o fim da revolta", declarou o chefe dos Guardiães da Revolução, as forças de elite do país, Mohammad Ali Jafari. Segundo Teerã, ao todo, os protestos contra o governo não reuniram mais que 15 mil pessoas. Nesta quinta-feira, pelo segundo dia consecutivo, manifestações de apoio ao regime, exibidas ao vivo pela televisão estatal, voltaram a ser organizadas nas principais cidades iranianas.

Mas a insatisfação popular continua grande e a calma parece precária. O chefe do exército iraniano, general Abdolrahim Mousavi, anunciou hoje que os militares estão de prontidão para apoiar a polícia a controlar os protestos.

Bloqueio das redes sociais

As autoridades mantêm bloqueado o acesso a aplicativos e redes sociais utilizados para organizar o movimento de contestação. A mobilização contra a alta do custo de vida foi a mais significativa desde 2009, quando milhares de pessoas foram às ruas contra a reeleição do ex-presidente ultraconservador Mahmud Ahmadinejad.

Mas ao contrário das manifestações de 2009, organizadas pela classe média, neste ano foram as classes baixas do interior do Irã que lideram os protestos. Entrevistado pela RFI, Vincent Eiffling, especialista em conflitos internacionais da Universidade Católica de Louvain, na Bélgica, analisa que “essa população provinciana, sem muita qualificação profissional e que até agora aceitava as desculpas do governo de que os problemas econômicos do país eram consequência de intervenções externas, acordou.” Segundo ele, o sentimento de frustração é grande e o movimento de contestação, que se ampliou rapidamente, mostrou que ele atinge todo o país.

A violência utilizada pelas forças de segurança para reprimir os protestos e as centenas de detidos foram extremamente criticadas por lideranças ocidentais e pela ONU. A Rússia pediu aos Estados Unidos para não interferir nos assuntos internos do Irã. Ontem, Donald Trump declarou que “iria apoiar, no momento oportuno, os manifestantes no Irã.”

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