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Mundo

Trump provoca incidente diplomático no Paquistão

media Paquistaneses se manifestam contra a decisão do presidente norte-americano Donald Trump de reconhecer Jerusalém como capital de Israel em 12 de dezembro de 2017. REUTERS/Fayaz Aziz

O Paquistão convocou o embaixador dos Estados Unidos para consulta em Islamabad após o post no Twitter do presidente norte-americano, Donald Trump, que acusou as autoridades do país de “mentirem” - anunciou um porta-voz da embaixada nesta terça-feira (2).

Na segunda (1º), o embaixador norte-americano David Hale foi convidado a comparecer ao Ministério paquistanês das Relações Exteriores, declarou um porta-voz da embaixada dos Estados Unidos. "Foi se reunir com autoridades. Não faremos qualquer comentário sobre o conteúdo da reunião", acrescentou o porta-voz.

"Os Estados Unidos equivocadamente deram ao Paquistão mais de US$ 33 bilhões em ajuda durante os últimos 15 anos, e eles não nos deram nada que não fosse mentiras e enganações, fazendo nossos líderes de bobos", disse Trump em seu primeiro tuíte de 2018. "Eles dão apoio aos terroristas que caçamos no Afeganistão, com pouca ajuda. Não mais!", acrescentou.

O Paquistão reagiu, afirmando que ajudou os Estados Unidos a "dizimar" a rede extremista Al-Qaeda.

Troca de insultos nas redes sociais

“O Paquistão deu aos Estados Unidos livre acesso a seu espaço aéreo e terrestre, às suas bases militares e a uma cooperação em matéria de Inteligência, que dizimou a Al-Qaeda durante 16 anos, mas eles não nos deram nada em troca, além de insultos e desconfiança", tuitou o ministro da Defesa, Khurram Dastgir-Khan.

Islamabad, aliado dos Estados Unidos desde a Guerra Fria, nega há tempos as acusações americanas e culpa Washington por ignorar os milhares de paquistaneses mortos na guerra contra o terrorismo.

Após os ataques de 11 de setembro, os dois países estabeleceram uma parceria estratégica para derrotar grupos armados islâmicos na região. Mas os Estados Unidos, como o Afeganistão, acusam o Paquistão de apoiar o Talibã, que atua no país vizinho.

A rede Haqqani, que durante muito tempo encontrou refúgio no Paquistão ao mesmo tempo que realizava ataques contra as forças americanas no Afeganistão, foi descrita como um "verdadeiro braço" do serviço secreto paquistanês por Mike Mullen, ex-chefe de Estado Maior das Forças Armadas norte-americana.

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