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Mundo

Adversário de Putin é proibido de concorrer às eleições na Rússia

media Para a comissão eleitoral, Navalny só poderá se candidatar a partir de 2028 REUTERS/Tatyana Makeyeva

O opositor número um do Kremlin, Alexey Navalny, pediu nesta segunda-feira (20) um boicote às eleições presidenciais após a rejeição de sua candidatura. A disputa, prevista para 18 de março de 2018, não tem chapa contrária à de Vladimir Putin que concorre ao seu quarto mandato.

Baseando-se em uma condenação judicial denunciada por Navalny como "arquitetada", a Comissão Eleitoral Russa recusou, por unanimidade, em uma reunião pública, o recurso apresentado na noite desse domingo (24) pelo advogado de 41 anos.

Em fevereiro deste ano, Navalny foi condenado a cinco anos de prisão por problemas de desvio de recursos. A comissão eleitoral já havia alertado que o líder opositor não poderia se apresentar às eleições antes de 2028.  

"Estamos anunciando uma greve, vamos chamar todos para boicotar essas eleições, não reconhecemos os resultados dessa votação", disse Navalny.

"O processo para qual fomos convidados não se trata de uma eleição, apenas Putin e os candidatos que ele escolheu pessoalmente, aqueles que não representam a menor ameaça, participam", explicou.

A presidente da Comissão, Ella Pamfilova, assegurou que não teve "nenhuma defesa" nos documentos apresentados por Alexei Navalny, repetindo que se tratava de fazer cumprir a lei.

"É óbvio que esses casos foram armados para que eu não pudesse me candidatar", declarou Navalny durante os debates públicos.

Base apoiadora

Considerado como o principal oponente do presidente Vladimir Putin, Alexei Navalny fez campanha durante meses em toda a Rússia, apesar dos obstáculos e das pressões das autoridades, o que lhe permitiu obter uma base leal, apoiada por muitos jovens.

Apesar da indiferença da mídia nacional, milhares de pessoas compareciam aos seus comícios. O último deles, uma superprodução, em Moscou, onde reuniu milhares de apoiadores.

Alexei Navalny

Um blogueiro carismático anticorrupção com postura às vezes nacionalista, ele também organizou em março e junho duas grandes manifestações em várias cidades do país, o que resultou em milhares de prisões.

Putin ainda é unanimidade

Apesar de problemas como corrupção, serviço médico precário, ou um nível de pobreza que permanece muito alto, as pesquisas preveem uma grande vitória de Vladimir Putin, que tem uma popularidade de 80%.

Muitos russos veem Putin, de 65 anos, o homem de certa prosperidade, graças às reservas de petróleo e ao retorno da Rússia na cena internacional, enquanto outros o culpam por uma deriva autoritária e um exercício pessoal de poder.

Na eleição presidencial, espera-se que Putin enfrente os candidatos tradicionais do Partido Comunista e os nacionalistas do LDPR, bem como a estrela de TV perto da oposição liberal Ksenia Sobchak, que espera reunir os russos insatisfeitos com a situação no país.

O presidente russo sempre se contentou em apresentar Navalny, que ele mesmo se recusa na maioria dos casos a mencionar o nome, como uma figura marginal e um oportunista que "usa as dificuldades existentes para sua própria comunicação política".

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