Ouvir Baixar Podcast
  • 08h57 - 09h00 GMT
    Flash de notícias 18/01 08h57 GMT
  • 08h36 - 08h57 GMT
    Programa 18/01 08h36 GMT
  • 08h30 - 08h36 GMT
    Jornal 18/01 08h30 GMT
  • 14h27 - 14h30 GMT
    Flash de notícias 17/01 14h27 GMT
  • 14h06 - 14h27 GMT
    Programa 17/01 14h06 GMT
  • 14h00 - 14h06 GMT
    Jornal 17/01 14h00 GMT
  • 08h33 - 08h57 GMT
    Programa 14/01 08h33 GMT
  • 08h30 - 08h33 GMT
    Jornal 14/01 08h30 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
Mundo

Arábia Saudita reabre salas de cinema, após 35 anos de proibição

media Mulheres sauditas participam do festival "Short Film Competition 2" em 20 de outubro de 2017, no King Fahad Culture Center em Riyadh. FAYEZ NURELDINE / AFP

A Arábia Saudita decidiu autorizar a abertura de salas de cinema a partir do início de 2018, após mais de 35 anos de proibição. A notícia foi dada nesta segunda-feira (11) pelo ministério saudita da Cultura e Informação, que começará a conceder licenças imediatamente.

A medida é parte de um ambicioso plano de reformas do príncipe herdeiro Mohamed bin Salman, que busca promover espetáculos e eventos de entretenimento, apesar da oposição dos círculos conservadores.

Os cinemas foram banidos na década de 1980 sob pressão religiosa enquanto a sociedade saudita estava se movendo para uma aplicação restritiva do Islã recusando o entretenimento e o encontro de homens e mulheres em um mesmo local público. "A abertura dos cinemas servirá de catalisador no crescimento econômico e diversificação", disse o ministro saudita da Cultura e da Informação, Awwad bin Saleh Alawwad. "Ao desenvolver um setor cultural mais amplo, criar novos empregos e criar oportunidades, enquanto melhorando as opções de entretenimento no reino ", ele acrescentou.

Em janeiro, o xeque Abdulaziz al-Sheikh, o grande líder religioso da Arábia Saudita, expressou indignação contra a possível abertura de cinemas, que chamou de fonte de "depravação".

Reconhecimento internacional

Apesar da proibição das salas de exibição, o cinema saudita começa a receber reconhecimento internacional. A comédia romântica "Barakah Meets Barakah", de Mahmoud Sabbagh, foi exibida no Festival de Berlim e "O sonho de Wadjda", da diretora Haifaa Al Mansour, foi selecionado para representar o país em 2013 na tentativa de uma indicação ao Oscar em filme de língua estrangeira.

As primeiras salas devem abrir as portas em março do ano que vem. A estimativa do governo é que, até 2030, a Arábia Saudita tenha mais de 300 cinemas com cerca de 2 mil telas. De acordo com números oficiais, a indústria cinematográfica deve trazer cerca de 90 bilhões de rials (US$ 24 bilhões) para a economia saudita e criar 30 mil postos de trabalho até 2030.

Entre outras reformas, Riad anunciou em setembro a autorização para que as mulheres possam dirigir a partir de junho de 2018. Mas o governo saudita ainda impõem, por exemplo, que as mulheres tenham a permissão de seu "guardião homem" ou tutor (em geral, algum homem da família, como seu pai ou marido) para solicitar um passaporte, abrir conta bancária ou começar algum tipo de negócio.

Sobre o mesmo assunto
 
O tempo de conexão expirou.