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Mundo

Decisão de Trump sobre Jerusalém gera intensos protestos no mundo

media A polícia libanesa usou gás lacrimogênio para dispersar protesto pró-palestinos diante da embaixada americana em Beirute. REUTERS/Mohamed Azakir

O fim de semana é marcado por protestos em várias cidades do mundo contra a decisão do presidente americano, Donald Trump, de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel.

Em Beirute, no Líbano, dezenas de pessoas ficaram feridas em confrontos com policiais, durante uma manifestação pró-palestinos perto da embaixada americana, em Awkar, zona norte da cidade. Os participantes não conseguiram entrar no complexo em que fica a embaixada. As forças de segurança usaram gás lacrimogêneo e água para dispersar o protesto.

Os manifestantes, integrantes de grupos palestinos, islamitas e simpatizantes da esquerda libanesa, carregavam bandeiras palestinas e libanesas, gritando frases contra Trump.

Centenas de milhares de refugiados palestinos vivem no Líbano, incluindo pessoas que foram expulsas de suas casas após a criação do Estado de Israel, em 1948. Israel ocupou o sul do Líbano durante 22 anos, até a retirada de suas tropas no ano 2000, mas os dois países seguem oficialmente em guerra.

Em 2006, Israel entrou em guerra contra o movimento xiita Hezbollah, influente na política local com o apoio do Irã. O conflito terminou com mais de 1.200 libaneses mortos, em sua maioria civis, e 120 vítimas fatais entre os israelenses, a maioria soldados.

Protestos na Ásia, Europa e norte da África

Na Indonésia, maior país muçulmano do mundo, milhares de pessoas participaram de uma marcha contra a decisão de Trump nas ruas de Jacarta.

Em Rabat, capital do Marrocos, milhares de pessoas responderam ao chamado de sindicatos e associações para denunciar a decisão de Trump. Carregando bandeiras palestinas e entoando palavras de ordem anti-Trump, os marroquinos saíram às ruas em massa com suas famílias.

Em Rabat, marroquinos saíram às ruas em família para protestar contra a decisão de Donald Trump sobre Jerusalém. RFI/Sara Doublier

A causa palestina mobiliza a população do país, que apoia o rei Mohamed VI. O chefe de Estado preside o comitê Al Qods (Jerusalém em árabe), criado em 1975 pela Organização para a Cooperação Islâmica (OCI) para supervisionar a evolução da situação na cidade santa. O comitê presidido por Mohamed VI defende os interesses palestinos nos contenciosos internacionais em torno de Jerusalém.
Na Cisjordânia, o Fatah – movimento do presidente palestino Mahmoud Abbas – pediu que os palestinos realizem protestos onde houver presença militar israelense nos territórios ocupados. Em três dias de revolta na Faixa de Gaza e na Cisjordânia, quatro palestinos foram mortos pelas forças israelenses e 150 ficaram feridos.

Em Gotemburgo, na Suécia, três pessoas foram presas neste domingo depois de uma tentativa de incendiar uma sinagoga na cidade, na noite de sábado (9). Já Paris foi palco ontem de uma manifestação contra a visita do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

Nesta tarde, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, classificou Israel de "estado terrorista", que "assassina crianças", e declarou que vai tratar da questão em reunião da Organização para a Cooperação Islâmica na quarta-feira. Reunidos no Cairo, ministros de Relações Exteriores da Liga Árabe também exigiram que os Estados Unidos voltem atrás na decisão.

Papa pede sensatez aos dirigentes

O papa Francisco voltou a pedir neste domingo em um comunicado "sensatez e prudência de todos". A nota afirma que o papa faz orações fervorosas para que os dirigentes das nações, neste momento particularmente grave, se comprometam a evitar uma nova espiral de violência. Francisco já havia expressado preocupação na quarta-feira, quando Trump anunciou sua decisão, ao pedir "respeito ao status quo" de Jerusalém, de acordo com as resoluções das Nações Unidas.

O Vaticano destacou que acompanha com "grande atenção" a situação no Oriente Médio, e especialmente em Jerusalém, "cidade sagrada para judeus, cristãos e muçulmanos do mundo inteiro". O pontífice também pediu aos líderes internacionais que "respondam com atos e palavras aos desejos de paz, justiça e segurança das populações destas terras martirizadas".

 
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