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Mundo

Cuba defende Coreia do Norte e prega diálogo com EUA

media O líder norte-coreano Kim Jong Un observa o lançamento de um míssil Hwasong-12 nesta foto não datada divulgada pela Agência Central Coreana de Notícias da Coreia do Norte (KCNA) em 16 de setembro de 2017. KCNA via REUTERS

Cuba, um dos poucos aliados da Coreia do Norte, advogou nesta quarta-feira (22) pela "paz e estabilidade" na península coreana e pelo "diálogo" para reduzir as atuais tensões entre o regime de Pyongyang e os Estados Unidos.

Ao receber em Havana o ministro das relações exteriores norte-coreano, Ri Yong Ho, o chanceler Bruno Rodríguez "reafirmou o posicionamento de Cuba em prol da paz e estabilidade na península da Coreia, considerando que somente por meio do diálogo e das negociações alcançarão uma solução política duradoura", assinalou o telejornal local.

Rodríguez também "expressou o rechaço às certificações e recomendações unilaterais do governo dos Estados Unidos, que servem de base para a aplicação de medidas coercitivas contrárias ao direito internacional".

"Imperialistas"

Ho, que chegou na segunda-feira (20) a Havana, mas só começou uma visita oficial nesta quarta, destacou "o agravamento da situação na península coreana pelo aumento do uso das forças militares dos imperialistas" e "a importância das relações entre dois países que constroem o socialismo", segundo a televisão cubana.

A visita de Ho acontece em um momento em que Pyongyang e Washington mantêm um forte confronto diplomático por causa dos vários testes balísticos e nucleares realizados pelo país asiático, com a potencial ameaça de que possam alcançar o território americano, a mais recente feita em 3 de setembro.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na segunda-feira a reincorporação da Coreia do Norte na lista americana de países que patrocinam o terrorismo, em um novo passo para fortalecer o isolamento internacional do governo de Pyongyang.

Trump congela relações com Cuba

Em 23 de setembro, o chanceler Ho dedicou seu discurso na ONU a criticar Trump e expressar "um forte apoio e solidariedade com o governo e o povo cubanos".

Havana e Washington restabeleceram relações diplomáticas em 2015 após meio século de ruptura, mas a aproximação ficou congelada desde a chegada de Trump à Casa Branca.

Em maio, o presidente Raúl Castro expressou sua solidariedade com Pyongyang ao líder sindical Ju Yong-gil, que visitou Havana.

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