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Mundo

Especialistas divergem se ainda há tempo para salvar o planeta

media Durante manifestação em Bonn, na Alemanha, crianças pedem mais empenho dos governos para salvar o planeta. REUTERS/Wolfgang Rattay

A imprensa francesa desta terça-feira (14) está preocupada com as consequências do aquecimento global e a volta do aumento das emissões de gases que provocam o efeito estufa. "Em breve será tarde demais" é a manchete de primeira página do Le Monde.

O vespertino publica um grito de alerta de 15 mil cientistas, de 184 países, sobre a drástica situação de nosso planeta. Eles lançaram um manifesto publicado na segunda-feira (13) pela revista BioScience, neste momento em que acontece a conferência do clima da ONU, a COP 23, em Bonn, na Alemanha.

O documento exorta a humanidade a freiar a destruição do meio ambiente. Os especialistas advertem que passou da hora de realizar mudanças profundas em nossa gestão ambiental se quisermos preservar a vida na Terra. O texto é lançado 25 anos depois da primeira avaliação mundial sobre os perigos para o meio ambiente, publicada durante a Rio 92.

As ameaças ao planeta são muito piores do que há 25 anos. Os principais responsáveis pela piora da degradação são o modelo de desenvolvimento ocidental e o aumento de 35% da população mundial, explica Le Monde. Desde 1992, nosso planeta ganhou 2 bilhões a mais de pessoas.

Práticas incompatíveis com a preservação

As práticas de desenvolvimento não sustentáveis e o desmatamento, por exemplo, provocaram a diminuição de 26% da água doce disponível para cada habitante do planeta e a destruição de 120,4 milhões de hectares de florestas, aponta o jornal Libération. O número de humanos cresceu, mas a população de mamíferos, répteis, anfíbios, pássaros e peixes caiu 29%, compara o diário progressista. A extinção ameaça várias espécies.

Resultado concreto dessa situação: as emissões de CO2 vão voltar a crescer significativamente em 2017, apos três anos de queda, informa o Les Echos. De acordo com o Global Carbon Project, as emissões de gases poluentes devem atingir um novo recorde neste ano de 36,8 bilhões de toneladas. Essa alta ameaça o objetivo do pacto sobre o clima de Paris manter abaixo de 2 graus o aumento da temperatura global. Essa meta é quase impossível de ser alcançada, adverte o jornal econômico. Em seu editorial, Les Echos pede, para salvar a economia mundial, sobretaxas urgentes sobre as emissões de CO2.

Um pouco mais otimista, Aujourd'hui en France diz que o planeta ainda não está completamente comprometido, mas a situação é preocupante. O diário entrevistou o ex-ministro francês Laurent Fabius, que presidiu a Cop 21 e foi o arquiteto do Acordo de Paris. Ele está preocupado com o atraso dos países signatários em cumprir as promessas de limitação de emissão de gases que provocam o efeito estufa para limitar o aquecimento global. O francês ressalta que os três próximos anos serão decisivos. Depois de 2020, será tarde demais.

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